quarta-feira, 19 de outubro de 2011

If you want to know, ask me why

O que foi fácil, hoje difícil.
O que foi claro, hoje escuro.
O que foi doce, hoje amargo.
O que foi felicidade, hoje tristeza.
O que foi sonho, hoje pesadelo.
O que foi eterno, hoje momentâneo.
O que foi presente, hoje ausente.
O que foi diário, hoje saudade.
O que foi amor, hoje incerteza.
O que foi saúde, hoje doença.
O que foi próximo, hoje distante.
O que foi certo, hoje incerto.
O que foi solução, hoje problema.
O que foi calor, hoje queima.
O que foi saudável, hoje enfermo.
O que foi chegada, hoje partida.
O que foi trato, hoje promessa não cumprida.
O que foi realizado, hoje incompleto.
O que foi feito, hoje desfeito.
O que foi balança, hoje desequilibrado.
O que foi festa, hoje funeral.
O que foi voz, hoje silêncio.
O que durou, hoje dança em corda bamba.




"Sentir-se deslocado não é um luxo exclusivo. Todos procuram se encaixar, como peças que um dia foram embaralhadas, e agora tentam ter o lar que lhes foi tirado. O mundo retirou coisas de mim, e me deu outras, mas nunca boas o suficiente para curar a saudade do que eu tinha. Hoje, vejo que há peças especiais chegando em minha casa. Elas sentam em uma cadeira qualquer, abrem um vinho e me servem uma taça. Quando o líquido é derramado em minha garganta, sei se essas pessoas irão valer a pena. Hoje uma vale, amanhã eu não sei quantas irão me oferecer uma garrafa. E não importa se o vinho parece ser velho demais, ou se ele já fora aberto antes. Vinho é vinho. Acasos são acasos. Não existe certo e errado. Só existe nós."

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Get out, monster.

Como todos sabem (eu espero!), ontem foi aniversário do nosso querido John Lennon. Ele que é ícone de paz, de amor e de canções eternas.
Decidi juntar essa data e falar de máscaras. Totalmente o oposto de quem ele era. John Lennon... Um homem desmascarado perante a sociedade.
Pergunto-me onde estão as pessoas que aderiram à moda de tirá-las. Elas que não têm vergonha de quem são. Pelo contrário, orgulham-se disso. Mas sem exageros, é claro. Nós sabemos muito bem o que o orgulho da raça faz: Uma guerra. Mata milhões. Deixa torturados espalhados pelo mundo.

As máscaras que usamos ao sair de casa parece grudar em nossos rostos. É uma cola tão maldita que não adianta puxar. Ela prefere arrancar a sua pele, mas sair tão facilmente? Jamais.
Já tiveram a impressão de ser uma pessoa dentro de casa, e quando de repente alguém aparece, você muda?
Acontece assim mesmo. Tudo parece estar diferente. Mais certo, menos bagunçado. Mais seco, com menos amor e despreocupação.
Essas máscaras me deixam com medo, pois já vi uma variedade...
A que mais me apavora é a máscara incolor. Ela é do tipo transparente, de textura sensível. Você não a vê. E por mais que as pessoas digam que ela existe, você continua não vendo. Não enxerga, não quer enxergar.
Até que chega um ponto em que ela simplesmente cai.
E você fica observando todas as suas formas diante da luz, analisando cada detalhe. Sentindo-se cego e idiota por não ter conseguido ver o que estava tão claro, tão evidente.




"Essas máscaras são caras, mas não é quem as veste que paga. São as pessoas que acreditavam em sua inexistência. Elas realmente são severas... Digo que não posso afirmar se as vejo ainda, mas sei que uma em especial jamais irá sair do chão, a fito todos os dias. Sentindo-me mais idiota e estúpida do que nos dias anteriores."

sábado, 3 de setembro de 2011

Do something

Se ame, mas não seja egoísta.
Liberte-se, mas saiba os seus limites.
Curta o dia, mas não seja preguiçoso.
Tenha descanso, mas não seja sedentário.
Não tenha ciúme, mas mostre que se importa.
Seja forte, mas não mate todos os seus sentimentos.
Seja eclético, mas tenha personalidade.
Critique, mas não seja tão rígido.
Estude, mas não esqueça de viver.
Trabalhe com o que gosta, mas tenha dinheiro.
Trate bem as pessoas, mas não deixa que elas pisem em você.
Lide com as pessoas, mas saiba amar os animais.
Respeite a natureza, ature as pessoas que não concordam com você.
Siga as regras, mas saiba a hora de questioná-las.
Não seja revolucionário, mas não deixe que a sociedade te considere outro qualquer.
Seja otimista, mas não viva em um mundo de fantasias.
Duvide de tudo, mas não deixe que a desconfiança seja mais forte.

Afinal de contas o que eu devo fazer?

"O mundo está cheio demais, e há pessoas que pensam ser sábios da Grécia antiga. Mandam você fazer isso, aquilo, e outra coisa. Logo, chegam outras e lhe dão ordens totalmente diferentes, até mesmo absurdas. Você fica na maré da dúvida. Não sabe se pega um barco ou anda na ponte para atravessar o rio. Qualquer caminho que escolher poderá influenciar a sua vida por completo. O que eu devo fazer? A quem devo pedir ajuda? A mim mesmo? Como se não sei de absolutamente nada? Preciso pensar... Há tantos caminhos a seguir, e apenas um destino. Um único destino que pode ser desviado... Tem dias em que penso que se houvesse apenas uma escolha tudo seria mais fácil, depois noto o quão egoísta é meu pensamento. E as pessoas que preferem outras escolhas alternativas? " 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Vírus de bolor

Fim de tarde, quarto, mesa, cadeira, cartas, bolor.
Espirro, sorriso, nostalgia, choro, saudade.
Fotografia, lembrança, parque, infância, sorvete, vestido, sujeira, beijo de esquimó, click.
Suspiro, gato, pelos, maciez, colo, afago, miado, barulho.

Banheiro, água, chuveiro, silêncio, toalha, quarto.
Pingos, chão, fala, cozinha, café, xícara, sede, prazer, pia, água, espuma, limpeza.
Quarto, cama, abraço, perfume, amor, beijo, declaração.

Livros, discos, cadernos, diário de classe, bateria, tatuagem, lado direito, criado mudo.
Câmera, propaganda, jornal, abajur, agenda, telefone, despertador, celular, lado esquerdo, criado mudo.

Cama, lençol, carinho, beijos, sono mútuo.
Horas, noite, madrugada, frio, vento, nuvens, sol, manhã, despertador.
Dor de cabeça, olheiras, gripe, nariz vermelho, cansaço.

Abraço, chinelo, chão, telefone, pedido, aceitação, alegria.
Cozinha, caneca, chaleira, água, fogo, minutos, chá, aroma, armário, remédio.
Quarto, cortejo, carinho, bebida, relógio, susto, aviso, pergunta.

Cama, abraço, hoje não!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Please, more wood

Era tão diferente daquilo que eu estava esperando. Havia imaginado, feito memórias falsas em minha cabeça de como realmente era. Decepcionei-me com a construção. Ou seria reforma? Teria sido do jeito que eu imaginava? Então talvez... as memórias não fossem tão falsas assim. A multidão imaginária estava lá, não havia ninguém para preencher o vazio de suas paredes. Claro, tirando três mulheres. Duas cumprindo funções, e uma perdida, assim como eu. Estaria ela perdida em plena decepção? Bom... Às vezes lamento por falar tantas verdades, mas esse é um dos casos em que não posso faltar com a sinceridade. Já é uma marca. Um reconhecimento pessoal. Faltava madeira, luzes de lampião e pessoas sedentas, mortas de desejo.
Nada. Nem uma única alma que pudesse salvar o lugar da solidão.

A solidão é muito mais triste quando ainda há pessoas em determinado lugar. Torna-se solitária por carência, ganha o ar fantasmagórico que eu tanto temi. Seria ela assim, quando uma grande mulher adentrara para buscar algo em meu favorecimento?  Não sei dizer, eu não havia ido. Muito ocupada para fazer esse passeio diferente. Em pensar que há tempos, muitos lutavam para poder estar lá.
Que grande ironia...
A impressão que tive foi de que passaram anos... E quanto mais anos passaram, mais ela ficou modernizada.

Quem cometeu esse crime com aquele lar? Não era para ter sido assim. Gostaria de não ter visitado, de estar com aquelas mesmas memórias falsas. De recomendá-la para alguém que fosse tão nostálgica como eu.
Poderia ser um grande lugar para alguma pessoa que realmente quisesse estar lá.
Não compreendo... O tempo passou dessa forma tão traidora.
É incrível querer segurá-lo, e eu quero. Quero pará-lo, desfrutar de algumas raras peças que logo, perderiam-se no futuro ingrato.

"Perdi meu relógio. E foi na hora em que eu mais precisava. Como eu sabia as horas? Olhei para o céu, lembrando das aulas de geografia. O sol estava em algum lugar no canto do céu, e eu sabia que horas eram. Talvez eu não precise tanto daquele relógio, ou de qualquer relógio que seja. Mas ele era especial. Alguém havia me dado para que eu pudesse lembrar, ao ver as horas, se estava muito cedo ou muito tarde para poder voltar pra casa. Estava cedo, embora meus passos não ajudassem para que eu fosse chegar no horário certo. Será que as horas estavam mesmo ali? Será que essa porra de mundo está girando para o lado certo? Eu não faço idéia. Gostaria de ter alternativas, pelo menos chutaria, como faço em algumas provas. Não posso chutar a vida, o mundo e muito menos o tempo. Se eles me chutarem, doerá muito mais, não é? Sorte que tenho curativos, amigos. Eles procuram curar os ferimentos que pessoas distantes não podem ver e nem sentir. De qualquer forma, eu preciso voltar para casa. Afinal de contas, essa biblioteca não é mais como eu imaginava. "


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Our world

O mundo não deixa de girar quando você está no chão. Ele também não tenta te ajudar, ele não lhe dá palavras de consolo, ele não se importa com você.
As pessoas se importam com ele. Pois se o mundo vai mal, logo, vamos mal também. Decaímos mais uma vez para o estado alarmante de desespero para o seu possível fim.
Se vivemos em uma câmara ou em um parque vagando livremente qual a diferença além da liberdade? Nenhuma. O mundo simplesmente não deixa de existir.

E nós, tão preocupados com ele! Que mundo injusto, que mundo ingrato. Ele não vê que as pessoas estão sofrendo? Não vê que alguém neste exato momento está morrendo? Não consegue enxergar que certas feridas estão doendo? Não, pouco importa para ele. Poderíamos chamar algumas pessoas de mundo. Seria um insulto inteligente. Mundo porque só precisa de pessoas que se importem, mas nunca se importou com ninguém. Por que faria algo assim? Ele é o mundo, oras.

Mesmo que o tempo passe devagar, o mundo continua a girar. É mera imaginação de nós, meros mortais. O mundo é aquilo que temos, que devemos preservar e respeitar, mas não podemos esperar que ele faça a mesma coisa por nós.
Nesta vida temos duas alternativas: Esperar algo que não acontecerá ou esperar algo que pode acontecer.

"A pedra continua ali, naquele mesmo lugar. Faça sol, faça chuva ela não se move. Permanece ali, parada. Só sai do lugar se alguém movê-la. Inércia quase eterna. Há pessoas que precisam de um empurrão para voltarem a sorrir, outras precisam aprender como fazê-lo, pois sempre dão sorrisos falsos. Esse jogo de verdade ou mentira mais parece cena de cinema. Aquela cena que sabemos o começo, o meio e o fim. Gostaria de poder mudar a sua cena. Torná-la divertida, fazer com que tudo fique bem. Vocês sabem, eu posso mudar cada cena errada. É só me procurar." 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Boys and girls, the light will shine

Já vi contradições de todos os tipos. Alguém pedindo cerveja em uma festa de batizado. Pessoas dando feliz dia das bruxas no natal. Contradições com uma pitada de humor. Pimenta do reino, aquela que você tempera e tempera, mesmo assim continua com o mesmo gosto.
Tais contradições fizeram-me pensar. Por que fazemos as coisas certas quando não precisamos? Damos feliz aniversário para a pessoa que completa anos, não para a mãe que passou todas aquelas dores. Às vezes penso que os parabéns deveriam ser dela, não é? Nós só causamos dor.

Está aí uma coisa certa. Nascemos causando dor em quem mais nos ama. Por que, não é? Tem coisas que a natureza decide, injustamente. Pois é. Mas a questão é o dia de hoje. Dia do amigo. Sinto aquela sensação de que já comemorei tal data esse ano. Não é como o natal e o ano novo. Sabemos que demora pra chegar, é rápido. Mas acontece só uma vez. Se as pessoas ganhassem o tanto de presentes que ganham... Sentiríamos falta dessa data. Mas não! Eu pelo menos não considero o dia do amigo uma data tão... importante.

Dia do amigo, pra mim é aquele dia em que alguém demonstrou ter uma amizade sincera, sem esperar nada em troca além de sua amizade. Aquela pessoa que jamais iria tacar na sua cara que sentiu falta de presentes. Que o maior presente é a sua amizade
Algumas falam isso por educação, para não deixar o outro em uma lagoa pequenina de esperanças. Prefere transformá-la num poço. Profundo e obscuro. Tal falta de luz só faz nós percebermos que muitas pessoas preferem apagar a luz para nós, mesmo sabendo que temos medo do escuro.

São poucos os que levam o nome de amigo. Bem poucos. Pra mim, amigos nem sempre estão juntos. Eu tenho uma amiga que a vejo uma vez por ano, e mesmo assim, não deixo de amá-la.
Outro vejo todos os dias. E só alguém muito especial consegue enxergar a nossa amizade sem aqueles pensamentos banais que pouco importa.
Temos muitos colegas. Claro, não dá para viver só de pessoas que nos querem tão bem. Há aquelas que nos querem bem. Só bem. Recebemos essa bondade de bom grado, sempre é bom saber que as pessoas gostam de nós.

O conceito de amizade também foi banalizado. Assim como o amor. Ser amigo hoje não é mais aquela pessoa que te dá o ombro pra chorar. Hoje, ser amigo é quem aumenta seu ego, e muitas vezes, só para te ver quebrar a cara. Não sei quem tem mais hipocrisia. Se é quem recebe os elogios mal falados ou aquele que vos fala.

"Gostaria que o mundo enxergasse a luz que vem dos astros. Eles que sempre estão lá, e quando não estão, é porque algo os impediu de brilhar. Eles nunca irão desapontar você. A Lua e as estrelas estão brilhando para fazer você lembrar que o dia pode ser ruim, mas a noite tende a ser melhor. E se for pior, por que não abre a janela? Há tanta coisa lá fora, tanto ar para respirar. Tantas pessoa para conhecer, lugares para visitar. Estradas para conhecer. A imensidão desse mundo está no céu. Você não sabe onde ele começa , nem onde termina, mas sabe que ele está estendido para você. A inspirá-lo em vida. A fazê-lo lutar, para sempre, em um certo horário, olhá-lo. E ver que lá está ele, esperando você sorrir para saber que sua meta fora cumprida. Fazer você feliz."