terça-feira, 28 de dezembro de 2010

I want love, just a love

Fim de ano é sempre a mesma coisa, certo? Depois da ressaca do Natal, o que temos? A preparação para a ressaca do ano novo. Como diz uma canção que eu nem sei a letra: "Adeus ano velho, olá ano novo!" Se não for isso, desculpe, mas meu objetivo não é decorar letras, não hoje!

O que o ano novo significa? Claro que para algumas pessoas o ano novo não é apenas uma hora de mudar o calendário, e jogar o antigo no lixo. Quem consegue? Quando vejo aqueles calendários de bichinhos fofos, não consigo jogá-los fora! Sempre ficam no último plástico da carteira, não digam que estou sozinha nessa, não irei acreditar em vocês! Não dessa vez.

Mas não estou aqui para falar do meu mal costume de guardar coisas, (acreditem ou não, eu guardo muita coisa) mas sim para mostrar que todos temos algo em comum, pelo menos no dia trinta e um de dezembro.
O que temos em comum além de comidas especiais? Bem, vamos falar das coisas positivas, pois também temos nosso lado negativo sendo dividido, talvez isso que deveria nos unir cada vez mais!

Se ninguém conseguiu adivinhar... Francamente! Desejo, pessoal. Nós desejamos as coisas, certo? Bons desejos, e também os desejos malvados, desejos frustrados, desejos sem esperanças, mas mesmo assim desejos!
Existe algo melhor do que realizar nossos desejos? Alguns desejos são tão grandes que acabaram virando sonhos. Eu que o diga! 2010 foi o ano dos desejos especiais, pelo menos para mim.

Mas sei que não posso ser egoísta, reconheço que esse ano foi péssimo para algumas pessoas que conheço, e para as que não conheço. Então se você for a segunda citação... Sinto muito! Espero que o próximo ano seja melhor, e que você pense que não vale a pena desistir, muito pelo contrário. Valeu a pena continuar para descobrir que o ano passado não era o seu, mas sim o de outras pessoas. Então no ano que vem sorria, pois é a sua chance!

Eu vi sorrisos, tragédias fatais, machucados físicos e sentimentais. Também vi dor, amor, saudade e realização. Então o que quero ano que vem? Quero mais! Menos tragédias fatais, menos machucados físicos e sentimentais. Menos dor e saudade. Quero fatos felizes, tombos por correr nos campos, surpresas de pessoas que visitam as outras depois de tanto tempo. Quero presença, quero conhecer as pessoas e o mundo.

Há coisas que irão mudar, outras não. Mas sempre é bom esperar que elas mudem. A mudança sempre vem para nos fazer ver que a rotina pode ser tediosa. Então é isso que eu quero no ano que vem.
Uma mudança positiva para as pessoas que precisam dela. Irá vir, pode ser em qualquer mês, até no último dia do ano que vem, mas não deixe de esperar.


Sempre haverá alguém que estará ao seu lado, 
então abra seus olhos e veja o ano chegando.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Teddy bear

Eles eram tão grandes, e eu tão pequenina. Oh, sim. Foi graças a uma conversa ontem que lembrei-me de meus queridos companheiros. Estes que substituíram tão bem alguém, pois em meus momentos de solidão precária, lá estavam eles, com seus sorrisos imortalizados por um gesto de cuidado.

Para uns a infantilidade morreu, ou nunca existiu. Já para outros sempre esteve presente, e continuará viva. A sensação que tenho é que fiquei maior, e eles encolheram. E foi de uma forma absurda, pois lembro-me que eram maiores que eu... Ah, quanta nostalgia, não é? A maioria dos textos deste blog está falando do passado, de um passado que sempre senti, e sinto falta.

Porém, procuro diferenciar nos temas, e acho divertido saber a opinião das pessoas quando terminam de ler tudo isso.
Nossa infância foi trancada em um lugar comum, então por que não libertá-la? Segue abaixo uma narrativa especial, para todos que um dia irão libertar a criança que existe lá no fundo desses corações adultos.



Nos lençóis vazios eu sentia a cama quente, o tempo frio correu como sempre corria, daquela forma que irritava-me profundamente. O chão tão gelado me fez recuar de volta para a cama. O que era aquilo? Uma mulher com medo do gelo? Oh, não. Como posso ter medo de mim mesma?
Enfrentei-o de modo normal, o que me tranquilizou foi a ducha matinal, lamentável saber que a conta está atrasada. Bons tempos aquele em que a água era de graça.
Roupas tão desejadas por mim há anos atrás, calçados bonitos e luxuosos. Ah, e as bolsas... Que carregavam todo o vazio de minha vida, mas mesmo assim, divinas.

A máscara que eu tinha sob o rosto não era apenas maquiagem, era a máscara que as pessoas grandes tinham de ter para possuir seus papéis sujos.
Papéis que compram a qualquer um, em qualquer momento. Meu trabalho era bacana, como qualquer escritora amadora poderia sonhar. Redatora chefe de uma revista consagrada parece demais? Para mim nunca é demais.

Alinhar, escolher, escrever, ler, escolher de novo, se irritar, demitir, chorar, sorrir, quebrar... ir embora.

Meus verbos diários, oh! Como são belos, não? Em meu celular um SMS: "Estou indo para a sua casa, preciso te contar algo. Não invente desculpas. Suas secretária não me engana dizendo que está em Paris." 

Que  graça, não? Minha mãe sempre foi muito sutil... Mas algo me perturbava, e eu não sabia o que era.
Algo que me dizia para correr pra casa, como uma idiota arrumando todos os defeitos de minha casa. O problema é que minha casa não possuía defeito algum, eu mesma não mexia em nada para vê-la bagunçada.
Estava questionando-me o motivo de tanta preocupação enquanto deslizava meus sapatos de cetim no chão brilhante do shopping central. Uma vitrine chamou-me a atenção.
Quando aproximei-me dela vi o horror. Era aquilo! Aquilo que estava deixando-me perturbada depois daquela mensagem!

Sai correndo... sim! eu não corria há anos e isso com certeza irá resultar em dores musculares. Dirigi o carro feito louca, uma louca no trânsito como alguns motoristas gentis me apelidaram.
Eu não liguei, dirigi feito "macho" como aprendi em meus anos de adolescência. E parecia tão tarde quando vi a limosine dela em frente ao meu portão.
Eu devia explicar algo à ela? Deveria dizer que a cena em meu quarto não passava de uma decoração viva? Quem acreditaria que tantos amantes em minha cama, esperando-me não era um motivo de escândalo?
Eu estava tão perdida...


Já sem ter o que fazer, demorei o quanto pude com meus passos decepcionados. A casa estava vazia, como esperado. Larguei algumas sacolas no sofá e subi as escadas. A porta de meu quarto estava aberta, e minha mãe permenecia em minha cama, acariciando um de meus amantes.

─ Você não morreu como eu havia pensado.

E então eu sabia que libertar meu segredo era o único jeito de ter forças para viver minha vida. Pois meus amantes sempre estiveram comigo, preenchendo o vazio de um amor que nunca me notou.
E agora alguém estava enxergando o quanto sofri calada, só para mim.
Em minha solidão eles me davam conforto, mesmo que fossem pequeninos...


Um grande amor que perto de mim é imortal.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

If you're going, wait

Era uma tarde muito clara de primavera, o campo perto de sua casa estava enfeitado das mais belas flores já vistas. Violetas e rosas, mas sua favorita eram as tulipas azuis.Para fazê-la sorrir era preciso um grande esforço.

No começo do ano ele a conheceu, em dois dias se apaixonou. Em três semanas começou com os poemas. Julgava-se um amador, um pseudo poeta que não sabia fazer mais nada se não escrever suas palavras para ela.
Sua professora por vezes escondeu seu encanto, dizendo para parar de ser tão crítico consigo, era um artista. Possuía palavras tão fortes que essas entravam nos sonhos da professora, como cenas provocantes.

Pensou em deixar o colégio, pensou em fugir. Era difícil vê-lo sofrer em palavras. Oh sim! Ela sabia que ele tinha um platonismo do tamanho de sua genialidade. Como era difícil saber que ele passava a madrugada toda elaborando os mais belos poemas para alguém que não o enxergava.

─ Então, por que está esquecendo das vírgulas?
─ Eu... não prestei atenção. Desculpe.
─ Como posso avaliar teu texto sem uma gramática formal?
─ Faça... o que achar melhor. ─ Respondeu, em um bocejo exausto.
─ Quanto tempo está sem dormir?
─ Hum? eu não sei.
─ Isso não pode continuar, por favor. Esquece-a, ela não merece tudo isso. Olhe para você, era tão doce com teus poemas, e agora o que é? Está amargo.
─ Eu não queria que fosse assim, mas é.
─ Você pode mudar isso, não pode?
─ Não posso. Sabe que não.
─ Está se destruindo, é tão horrível vê-lo assim.
─ Não veja.
─ Não posso fechar meus olhos, eu te vejo em todos os lugares.

Um baque. Por essa ele não esperava. Suspirou, levando a mão aos cabelos rebeldes que possuía. Olhou para as paredes, para o quadro branco, para as folhas de papéis em sua mesa. Mais do que nunca ele queria escrever, escrever sobre o que havia descoberto. Sobre o que pensava a respeito.
O mundo estava começando a engoli-lo com uma velocidade maior, sentia um grande buraco em suas costas pronto para apanhá-lo.
Voltou para aquela sala de aula, fazendo contato visual com a professora.

─ Não posso esperar por ela, e nem você por mim. Eu lamento tanto!

Beijou-lhe a face, deixando o colégio pela última vez. Isso a preocupou, eram férias e só o veria no mês que vem. Estaria ele curado daquela paixão? Por vezes pensou em mostrar os poemas para a garota, mas ela não era do tipo que gostava de um bom cérebro, apreciava os músculos.

Um dia apenas... ele tinha um dia. A noite veio e o envolveu com sua escuridão. Demonstrou o que possuía, um buraco no coração. Exatamente como em seus poemas, e agora fisicamente com uma bala.
Matou-se por amor, matou-se por rancor, matou-se por culpa. Quem era ele para despertar algo tão horrível na pessoa que se apoiava? O amor era um veneno, e desse veneno iria morrer sem deixar mais vítimas.

A notícia chegou, mas a razão era desconhecida. Só uma pessoa sabia o motivo, e via que a morte em vão não poderia nunca ter uma paz eterna.
Juntou todos os poemas, guardou-os em uma caixa. Direcionou-se para o carro, dirigiu e dirigiu. Uma chácara.

─ Você?
─ Eu preciso falar com você.
─ Eu já soube, aquele maluco se matou. Ninguém sabe porque, pra mim ele usava drogas.
─ Uma droga bem ordinária.
─ É, mas o que eu tenho a ver com isso?
─ Toma.
─ O quê é?
─ Todos são sobre você, saiba que tipo de droga o matou.

Abriu, leu o primeiro. A caixa foi para o chão, espalhando os outros pela sala.

─ Eu sou a droga?
─ Alguma dúvida?
─ Eu não... sabia. ele nunca disse.
─ Ele sempre disse da maneira dele.
─ Quer que eu me sinta culpada? Olha, eu não tenho culpa, tá legal?
─ Não é para sentir-se culpada. Agora sabe porque tudo aconteceu, você tinha que saber. Tudo seria em vão se fosse em segredo, ele deveria querer que você soubesse.
─ Não adianta mais.
─ Não.

Foi embora. Voltou, voltou. Na caixa de correio um envelope. Na sala, a mesma caligrafia:

Eu não tive coragem, eu não podia mais permitir que outros enlouquecessem como eu. Me perdoe, eu jamais quis lhe causar dor, mas se eu for embora, você irá me esquecer. Agora dói, amanhã também. Semana que vem não mais, só preciso que viva o primeiro dia, os outros virão.
Eu fui covarde, lamento por isso. Dediquei tantos à ela que esqueci de quem os lia. Me perdoe de novo, eu sou um imbecil e quero fazer as coisas direito.
Esse é o último, e lhe juro que o receptor é quem acompanha essas linhas.

"Estou indo embora para longe, tão longe que você não irá me ver,
mas isso não significa que eu estarei longe de você.
Não notei sua aproximação, é que simplesmente tinha
algo em meus olhos. 
Meu coração... Agora bate por outro alguém, logo
não baterá por ninguém.
Mas a última batida dedico a ti, pois entre muitas 
das quais tentei me envolver, só agora vi que te conheci.
Alguém além da seriedade de um professor, alguém que como
eu, poderia sentir o amor.
Esse amor está queimando há tanto tempo que precisei esfriá-lo,
não siga meus passos, pois nesta tentativa só consegui matá-lo.
Olhe para o mundo, ele irá amar você. E quando parecer que não
ama, feche os olhos. Em cada lugar que for, eu estarei sempre
com você."

P.S.: Agora que terminei meu último poema sinto-me livre, embora queira escrever mais sobre ti, não posso. Chegou a hora de partir.

Lágrimas. Papél molhado, amassado e admirado. Queimou-o com o fogo de uma vela. Só ela saberia o que responder. E já que ele estava em outro lugar, precisaria se mudar.


Uma faca, um pescoço machucado. A luz se foi de seus olhos, não poderiam mais estar separados.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

I can't say hello

Quem nunca deixou que os limites da paixão atravessassem uma tela de computador que atire a primeira pedra. Parabéns, se você atirou uma pedra, és mentiroso. Pois eu não conheço ninguém da geração "tecnologia" que não tenha se deixado levar por uma paixão como essas.

Não é saudável, mas é gostosa de viver. Acreditem, ainda mais se for correspondida. E quando não é... bem, o problema começa aí, certo?
Um platonismo é algo da adolescência, provavelmente muitos aqui já se apaixonaram por professores (as), totalmente normal! (Estagiários também conta, quem nunca ficou sem ar com o de biologia?!)

Acontece que amor platônico com pessoas que vemos todos os dias é melhor de se viver, por incrível que pareça. A desvantagem, claro, é que sempre será um amor platônico. Não vejo muita graça se deixar de ser, só se fosse por uma razão: recíproco.

Posso contar nos dedos as pessoas que conheço que sabem o significado dessa palavra. Triste, não? Também acho.
Mais triste que isso é ver alguém online, e não ter coragem de dizer oi. Soaria como: 

"Eu sinto a sua falta, fale comigo. sou carente", 

ou é melhor esperar que ele diga "oi" e pense: 

"Ela nunca me dá oi, devo ser um chato."

É tão difícil saber o que se passa na cabeça da pessoa que gostamos.

E inevitável tentar prendê-lo (a) com nossas conversas sobre coisas que agradam. Ah! Temos um dicionário no coração com suas coisas favoritas. É tão difícil nos segurarmos para não puxar papo, tão difícil tentar esquecer quem está longe, e fácil esquecer quem está próximo.

Me diga qual foi o seu truque, pois em todos os anos de minha vida, eu jamais me senti tão escrava da saudade.


Platonismo é algo marcante, saudades torturante, e meu sentimento por ti é relutante.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Merry christmas, lovers

É difícil descrever o Natal quando você não tem mais um natal de verdade. E eu já tive tantos! Com presentes, mesa farta, família reunida e boas risadas. Nas noite de dezembro todas são exatamente iguais, não há maneira de ficar diferente. Eu tenho certeza que muitos de meus leitores irão curtir seus natais de forma especial, com todas as pessoas que eles gostam.

Eu fico feliz com isso, de verdade. Realmente espero que seja tudo perfeito e que ganhem os melhores presentes que poderiam esperar. E não falo de presentes materiais, pois há presentes mais bonitos, e muito mais valiosos! Sabem disso.

Mas hoje vou dedicar esse post a quem não tem natal, a quem não acredita no natal, (como eu) e para as pessoas que até acreditam, mas sempre tem a mesma merda de noite natalina. Datas que fazem você querer desaparecer, mas como fazer isso?

Em dezembro qualquer canto do mundo estará com luzes piscando, querendo engolir toda a sua tristeza e angústia.

Natais... quem foi que inventou essa data de tortura? Peço desculpas aos amantes do Natal, em meus tempos de criança eu o esperava o ano inteiro... E quando terminava, começava a esperar tudo de novo.

Caros amigos, pessoas que não conheço, mas que mesmo assim são fieis leitores desse blog, o que é o natal? Por favor, não expliquem da maneira religiosa, eu imploro. Só me digam, além disso o que é?

Parece que fica difícil de explicar sem citar qualquer outra coisa... Natal é uma data tão boba, tão esquisita e tão fantasiosa. Eu devo ter perdido a mágica, a fantasia e a vontade de comemorar coisas que eu gostava.

Porque as pessoas mudam de acordo com o que acontece na vida delas. Você que acha que alguém não pode mudar, que tem de ser exatamente do jeito que era há três anos atrás... És egocêntrico. Qualquer um pode mudar o seu jeito de pensar, agir e viver.

Eu mudei... mudei tanto! E estou dessa forma por escolha, não por causa de alguém. Se formos analisar a situação, tudo gira em torno de alguém... mas se foi.

Essa crítica tão natalina não está dizendo para vocês deixarem de curtir o natal, é algo tão clichê que eu não poderia deixar de escrever, porém da minha maneira.
E logo vocês irão perceber que esse ponto de vista não é só meu, pois não sou egoísta. Eu posso dividir as minhas opiniões com todo mundo.

      "Eu posso estar longe de ti, posso não acreditar na data que mais lhe agrada, mas eu nunca irei deixar de pensar em você a meia noite."

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sweet girl

Ela era uma garota rara. Todos os seus amigos não prestavam atenção nela, preferiam as loiras com mais corpo do que um cérebro inteligente que se destacava nas coisas. Não era nerd, mas também sabia resolver questões de matemática se fosse por esforço, mas sempre conseguia. No colégio tinha poucas amigas, algumas que pensou durar para a vida inteira, outras que somente foram conhecê-la tempos mais tarde.
Todas amadas por ela, pois quem lhe agrada com simples palavras, consegue um lugar em seu coração. Um coração tão grande que mais parece um balão. Daqueles coloridos que se vê hoje em dia. Era um balão inofensivo, apesar de muita gente já ter tentado fazê-lo cair.

Discos a deixam tão feliz ao ponto de sorrir para o dia, e o sol sente inveja dela. As estrelas gostariam de brilhar como ela, e a Lua... Ah, pobre Lua... Nunca poderia ser tão admirada como ela.
Seus cabelos desfiados, sua pele nada bronzeada e seu batom vermelho faiscava durante as idas e vindas ao cinema. E mesmo que fosse no escuro, sempre havia um cara observando-a, e ela nem notava.

Por muitos anos eu vivi sem ela, uma tortura de vida monótona. Quando se conhece alguém especial, fazemos de tudo para agradá-la, e não é difícil de fazê-lo. Pois essa garotinha sempre se anima com algo que tenha a ver com aquilo que ela mais gosta. Eu não preciso dizer aqui que somos parecidas, pois é evidente.
Mas essa garota tem um medo. Um medo do qual muitos acham bobo, somente eu ou mais alguém pode compreender. Ela tem medo de sair da casinha do 1. Hoje disse à ela que para mim, sempre será a garota com dezenove anos, prima de peter pan. Eu não disse que era fácil agradá-la com palavras doces? Além de doces, essas foram sinceras. Todos sabem que foram...

E aposto que ela está tão curiosa com meu segredo que nem imagina que aqui estou eu, digitando um mero texto para ela saber o quanto é especial. Pode ser clichê, mas não tem problema. Eu sou jovem e serei perdoada por meus erros bobos, não é?
Adolescentes erram. Pessoas vivem aprendendo. Garotas criam laços.
Além de muitos elogios que fiz aqui, e que ela irá rir, quero dizer que não são só em bons momentos que essa garotinha dá um jeito de estar por perto. Não. Sempre está, de qualquer forma. Basta para nós.
Minhas palavras não são dignas de suas qualidades, eu sei disso. Ela escreve melhor que eu em vários assuntos, porém, só eu sei escrever coisas bonitas sobre ela. Não adianta tentar ser modesta dizendo que isso tudo não é verdade, e que és apenas uma garota.

Sempre foi uma garota de laços...

Meu laço com ela é fortalecido a cada madrugada, pois cada segredo compartilhado é mais uma parte dessa amizade de cetim.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Here comes the sun

O charme é uma característica marcante, e na antiguidade era usado para flertar. Doces moças balançavam os cabelos e se abanavam com leques de renda para fazer um cavalheiro olhar, e então notar que ele fora o escolhido. Ah, que charme bonito, nao é? Mas o charme é visto como algo feminino, o que é errado. Homens também podem ser charmosos, e até mesmo flertar. Não é bonito ver um homem fácil, na verdade não é bonito ver ninguém fácil.

O que estou querendo dizer com tudo isso? Bem, um costume europeu que tirou pessoas tão preciosas do mundo! Não! Eu não estou pedindo ou exigindo que vocês parem de fumar, não quero tentar passar lição de moral, cada um faz o que quer de sua vida, mas pensem... Se vocês arriscam suas vidas, e se meu coração transborda de amor por você, consequentemente irá me matar quando chegar a hora.

E a forma é a mais cruel do mundo, porque não irão morrer de um sono profundo, como todo mundo um dia sonhou! Vocês podem passar por um processo doloroso, o prazer te bate como nunca batera antes, um dia após outro...

E então não só a sua guitarra chora gentilmente, mas as pessoas que te amam começam a sentir dor, e choram tanto que não percebem que o sol está chegando, e que o querido senhor não pode fazer mais nada.

Talvez o lugar que possa acalmar seus corações seja a Índia, ou nenhum lugar.
Seu coração chora feito acordes de uma lenta canção, e de repente nem mesmo um ukelele pode te fazer sorrir.

Para tudo passar, você precisará de alguém para amar um dia, se eu precisar irei chamar você...
Logo você que me ensinou que não é preciso matar o orgulho para dizer: "eu preciso de você".
E há uma coisa... uma coisa que você faz que me deixa assim, todo bobo. E eu até poderia cantar como você me deixa, como seu jeito me cativou, e ainda o faz até hoje.

Dias cinzas estão aí, mas como diz alguém muito especial...

"aqui vem o sol..."