Eu nunca pensei que um dia algo iria nos separar. Logo nós que éramos praticamente unha e carne. Me dá uma tristeza saber que você parou de falar comigo, a parte mais triste é que eu não faço idéia do motivo. Será que tem motivos? Eu lembro que nossas conversas costumavam ser ótimas, e também me lembro que ríamos enquanto mostrávamos as fotos mais bonitas que encontrávamos. Eram suspiros e mais suspiros. Suspiros esses que se foram, eu nem sei pra onde. Noite passada eu observei a textura de minhas paredes pela luz do abajur, não cansei de perguntar o que houve conosco. Sinceramente eu não encontro resposta alguma, e isso me dói tanto.
Mesmo que o motivo não seja a gente, e sim outras pessoas, dói muito saber que a nossa convivência foi pelos ares. Eu sinto a sua falta cada dia que passa. Não é porque você está longe, não. Você sempre está perto e eu sou completamente invisível pra você.
Gostaria de saber se você fica se perguntando o que aconteceu, se acha que a culpa é sua, se fica procurando defeito ou desfecho onde não existe.
Muitas músicas me lembram você, aquelas que me mostrou, eu guardo na memória. Guardo um dia especial em que passamos, foi mágico. Eu pude sentir a liberdade crescer em meu peito, você estava lá e viu o quão feliz eu estava.
Acredito que tudo possa ter uma explicação, mas sinto-me ignorante e totalmente incapaz de entender o porquê de você ter se afastado tanto.
Não é de meu interesse se alguém disse algo ou se te fez enxergar que não valia mais a pena falar comigo. Eu só queria saber a razão para ter dado ouvidos a tantas pessoas.
Era muito bom quando nossas conversas rendiam, da última vez que fui falar com você só recebi palavras vazias. Isso está me machucando de tal forma que nenhuma palavra forte poderia descrever.
Você me deixou de lado como se fosse uma criança que enjoou de seu brinquedo favorito.
Isso não está certo. Eu jamais enjoaria de você, sabe disso.
Pode parecer infantil, pode até achar que estou querendo chamar a sua atenção, mas me machuca muito ver você distante, sem poder falar contigo, sem poder desabafar quando preciso.
Eu achei que o nosso para sempre iria durar, mas o que temos agora?
Não temos nada, você deixou claro que não era de seu agrado minhas frases, eu entendi.
A sensação que tenho é que sou uma pétala de rosa e você está pisando em mim. Pisando com todo o seu desprezo, fazendo de mim puro pó. Um pó que some aos poucos.
Eu gostaria que você pensasse um pouco e me falasse se o seu coração está chorando como o meu ou se está rindo de cada palavra que aqui está escrito.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Obrigada por essa chance, André Vasco.
E tudo parecia tão impossível pra mim. Ainda me lembro de quando eu queria saber de quem era aquela voz. Como aquela voz mexia comigo quando dizia: "Fiquem com o papai do céu, meus queridos." Era como sentir uma paz que ninguém nunca poderia me tirar. Quatro anos depois, quem diria... Eu cheguei tão perto de você. Decepcionei-me muitas vezes por não ter tido a oportunidade que parecia escapar a cada vez que eu tentava agarrá-la. Que perseguição longa, mas valeu a pena cada segundo. Eu respirei fundo e disse a mim mesma que se o meu dia não era aquele, outro dia há de ser. E foi. Em pleno aniversário de John Lennon, eu quem ganhei o presente mais especial do mundo. Tenho certeza que ninguém poderia me dar o que recebi, nada pode ser melhor, nunca... Em toda a minha vida, com esses dezesseis anos vividos, eu nunca poderei agradecer com palavras dignas a quem tornou este sonho realidade. Sim, tudo parecia um sonho, e eu temia tanto acordar. Temia não encontrar o caminho que me levasse até ele. Ao pisar naquele asfalto, que para aquele cara era o mais comum, eu juro que senti agulhas em meus dedos. Em cada um deles, agulhas que entravam e saíam. Fiquei gelada, minha professora disse que eu também havia ficado pálida, mas só foi dizer quando eu estava mais calma. Ela havia se assustado. Não era nada, era só a alegria que eu estava sentindo, muitas vezes a felicidade é demonstrada de forma duvidosa. Só que eu sabia que a minha felicidade além de ser das mais sinceras, era a que eu guardaria para sempre. Subimos com o filho da professora em uma van, que nos deixou no estacinamento das estrelas. Ah! Como eu tive o meu momento paparazzi fotografando com minha câmera as vagas que continham os nomes dos artistas. Mas quando chegue a vaga dele, quando pisei na vaga dele vazia senti o meu corpo quentíssimo, como um aquecedor ligado dentro de mim. Era relaxante, tenho que acrescentar. Almoçamos muito rápido, tudo para pegar um bom lugar. Fiquei atrás do Miranda. Nem preciso dizer que ele é um fofo! E quando chegou a hora... Só de ouvir a voz dele eu tremi e quando o vi... Sorri, sentindo meu rosto molhar. Eu juro que não queria chorar, mas veio de uma forma que eu não pude mesmo controlar. Sem querer, acabei chamando a atenção de algumas mulheres ao meu lado, que insistiram em repetir: "Ela está chorando por causa dele!" E eu não parava, ria, sorria e chorava. Tudo ao mesmo tempo. Só fui parar quando ele sumiu de cena. Na segunda vez em que apareceu, meus click's da câmera trabalharam ferozmente. Eu não podia deixar de captar qualquer movimento que fosse realizado diante de mim, simplesmente não podia. O programa foi divertido, os erros mais ainda! E as mancadas do meu querido, então? Sinto-me culpada em dizer que adorava quando ele errava, só para ver seu sorrisinho sem graça, pedindo desculpas e tentando parecer sério, coisa de quem iria fazer direito na próxima vez. E ele fez. Ao terminar tudo, todos cansados indo para casa, eu e minha fiel companheira ficamos em frente a vaga dele, que agora estava sendo ocupada por um carro prateado. Estava frio, jamais irei me esquecer de como ficaram roxos os dedos de minha adorada professora. Jurados passam, produtores, estagiários e... Ele. Fiquei imóvel quando André olhou para mim e disse: " ─ Ah! ─ " Ele lembrou de mim. Lembrou da vez que a tão querida professora entregou-lhe uma foto minha para ele assinar. O tempo em que ele foi levar algumas coisas para o carro, para mim durou séculos. A eternidade eu só fui sentir quando seus braços ficaram em volta de mim. Embriaguei-me com o álcool de seu perfume, um arona do qual eu jamais me esquecerei. Disse que o acompanhava há muito tempo, desde a época de outra emissora e da rádio em que ele trabalhava. André sorriu, o sorriso mais gentil e bonito que minha memória guardaria. " ─ Posso te fazer uma pergunta?─ " Ele assentiu. "─ Você é de verdade?─ " Cutuquei o seu ombro. Ele sorriu ainda mais. " ─ Ah, para com isso. ─ " O abracei de novo, como uma viciada na fragrância de seu perfume, durou tanto tempo nosso abraço que aquele aroma ficou em meu casaco, e eu sei o quão difícil será ter de tirá-lo. Quando desprendi-me dele, entreguei um papel. Dizendo que esperaria por uma resposta. Aquele texto do dia dezenove de agosto. Ele colocou no bolso com o maior carinho do mundo. " ─ Claro, vou ler sim. Eu mando. ─ " Agora só me resta esperar por uma resposta, nem que seja curta. Um breve: "Eu li" já me faria a garota mais feliz do mundo de novo. Enquanto isso, não vejo problema em curtir a minha mais nova fragrância favorita, que nem sei o nome, só sei que me deixa sem chão. Eu nem sei se vim de carro, para mim a motorista virou piloto, eu realmente estava com os pés formigando. Eu sei que estava voando...
sábado, 9 de outubro de 2010
Happy Birthday to you, John Lennon
Tenho certeza que haverá muitas postagens sobre ele hoje já que é seu aniversário. Como boa fã, farei a minha parte por puro prazer. Eu não sei quanto tempo nossos corações ainda irão chorar por sentir a falta de John Lennon. Todos nós sabemos que além de um ícone de paz, ele continua sendo a inspiração para jovens, idosos e crianças que vivem por todo o mundo. Suas canções foram mais do que cantadas, foram pronunciadas ao viver momentos dificeis, eu mesma cansei de sussurrá-la na madrugada, torcendo que com cada palavra dita, tudo iria ficar bem de novo. E as vezes ficava, confesso que a música me ajudou muito, e ainda ajuda se querem saber. Como fonte de vida, é isso o que ela representa. Eu não tenho idéia de quantas pessoas pensam como eu, mas me alegro em saber que são muitas. As que não pensam? Bem, um dia elas irão escutar uma canção de Lennon, sorrir e dizer: "De quem é essa música? É do tempo dos meus avôs, mas achei boa." Boa... dizer que uma letra de John Lennon é "boa" soa como um crime no cenário musical. Mas se formos juntas todos os "bons" e "boas", o que teremos? Oh, sim. Temos um gênio, um artista que após ser friamente morto, consegue estar entre as pessoas que mais o amam e entregar a sua mensagem de paz. Gostaria que apenas hoje eu esteja entregando uma mensagem para Ele. Porque o que realmente queremos é viver em um mundo que Lennon ajudou e influenciou a construir. Chega de pensar nas coisas que não importam, que não nos levam em lugar algum... Dê uma chance à paz.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
The lovely pillow
Estar ansiosa para algo é como esperar pelo aniversário. Sinto-me como uma garotinha de seis anos que só espera o dia de amanhã, não por fazer logo sete anos e entrar no primeiro ano da escola, mas sim para ganhar aquela boneca que eu tanto gostei na loja da esquina de casa. Porque quando eu vi aquela boneca, meus olhos encheram-se do mais bonito brilho. Sabia que ela deveria pertencer a mim, e mesmo que isso pareça um tanto quanto possessivo, não me arrependo em dizer que ela também me quer. Mesmo que não saiba. Eu espero por esse dia há meses, talvez há quase um ano. Um ano de esperanças, de decepções que me fizeram pensar se eu era digna de um encontro tão importante assim pra mim. Por muitas vezes eu vi uma garotinha abraçar seu travesseiro e acusá-lo de não lhe dar a devida atenção que merecia, o merecido conforto que sua mente precisava ter para relaxar. Agora vejo o quão boba ela era, não foi culpa de seu pobre travesseiro, foi o tempo. O tempo a deixou cansada, tão cansada que ela mesma não conseguia ver que poderia descansar, mas não. Ela já não queria descansar, queria descontar em qualquer um a frustração de uma decepção repentina. O caso é que não se pode culpar o inocente travesseiro. Ele que é tão delicado, tão fofo e tão querido que mal sabe quem você é. Ele só conhece os seus sonhos. Ele assiste seus sonhos porque na maioria das vezes está dentro deles. E tem acontecido isso sem intervalos, sempre e sempre ele é o alvo de seus pensamentos dormentes. Parece que ele sabe disso, parece que você vive falando com ele. E não fala? Não o olha por horas esperando que algum sinal venha? Um sinal que indique que ele é mais do que um apoio, ele é o motivo pelo o qual você está onde está. É, eu achava que travesseiros só serviam para dormir ou afogar as mágoas, mas pelo visto aprendi com um garotinha que ele pode ser meu melhor amigo. Sua maciez é como um abraço, sua textura como pele de veludo, seu cheiro como o doce perfume que aguça meus sentidos. A sensação que sinto quando estou perto dele vem de dentro, Acabo descobrindo que desejei por anos ter alguém, mas já o tinha. E ele é mais do que eu esperava, meu doce travesseiro... meu amante sedutor.
domingo, 3 de outubro de 2010
I never see something like that.
Ela era de muito longe, passei tardes a fitá-la.
Nunca deixei de me perguntar como era sua textura.
Se fosse por aparência, era perfeita com tamanha formosura.
Um amigo de poucos meses disse-me que ela era como
o gelo triturado, isso escureceu a minha felicidade.
Como ele podia ser tão amargo?
Bati o pé, disse que não era bem assim.
Se ele a viu e desgostou, então não a ama
Tanto quanto a mim!
Gostaria de parar com as palavras, mas elas
parecem não ter fim.
Doces versos, belos traços, enriquecidos
de nanquim.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
You need to think about everything.
"Eu mal sabia que iria assistir tantas palestras divulgando o mesmo assunto: Profissões. " Há vários anos ela sabia que teria de escolher alguma coisa para fazer. Viver de escrever artigos em jornais seria uma boa, se seus pais não tivessem avisado que com isso, ela nunca iria possuir um apartamento ou um carro do ano. Cada vez que eles diziam isso, ela sentia-se frustrada. Não por causa do tom que os pais usavam (claro que era um dos motivos, eles nunca pareciam apoiar seus sonhos sem antes ver o que seria "melhor" ao ver deles), mas sim por saber que parte daquilo era realmente verdade. O que deveria fazer então, se a profissão que lhe era mais cabível não renderia nada? Não o suficiente para conhecer os lugares mais frios do mundo. Americanos e Europeus tinham a neve como algo normal e muitas vezes até incômodo, mas para ela... Ah! Para ela a neve era a realização de um grande sonho. Não iria se contentar com uma artificial chuva de gelo, ela queria o natural. Tocar, engolir, lamber e sentir... Queria fazer o que mais desejava com o seu próprio esforço. Era o mínimo. Precisava provar não só para os que duvidavam de si, mas também para si mesma que era capaz de colocar em prática todas as suas idéias, seus objetivos e seus conhecimentos. Tinha os pés no chão, nunca quis voar mais do que o seu limite, voava e voltava, como uma boa menina deveria ser. Um dia iria assinar a sua liberdade, talvez a liberdade não seja livre. Esse seria o primeiro segredo que gostaria que a vida lhe contasse. Muitos diziam que o melhor a fazer era aproveitar a juventude. O coração pregando-lhe tantas peças, seus sorrisos meio embaraçados sendo lançados para alguém que não lhe dava atenção. Se as crianças são cruéis, os jovens são perversos. Não há tempo para pensar em cometer um ato não pensado. É difícil dizer se o arrependimento dito é sincero. Parece que temos tantos obstáculos, não é? E com todos esses problemas casuais, ela parecia nunca desistir. Era uma menina latina americana, possuía charme. Não incomodava ninguém, e se o faziam com ela, erguia as sobrancelhas e o indivíduo sabia que naquele momento sua fala não era bem vinda. Bastava olhar em seus olhos, aquela doce menina um dia terá de crescer, aquela doce menina um dia terá de lutar, aquela doce menina certamente irá errar e isso a fará chorar. Mas seu jeitinho doce? Oh, não. Esse ela nunca perderá.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Don't be stupid, see the truth
Tem dias que eu quero gritar o quão insatisfeita estou, outro dia eu quero viver até o último segundo. Eu vivo mudando, só não sei se estou adaptando-me a todas essas mudanças. Cansei de dizer que sou nostálgica, até demais. Não há nada nesse mundo que me impeça de lembrar de qualquer coisa que me fazia feliz no passado. É difícil dizer que deixei coisas no passado, sempre o vejo voltando, como se fosse uma grande consequencia de meus atos no presente. Falar do passado, do presente e do futuro parece ser tão abstrato. Mas não é, temos vários anos, vários meses, cada um que passa, jamais retornará. Há certezas por aí, a maioria que vejo parecem ser incertezas. Não é meu lado cético falando, se bem que, eu até admito o quão cética sou e isto não é segredo para ninguém. Claro que é antiético colocar o nome de determinadas pessoas que conheço nesse texto e começar a falar o que acho, embora essa seja a minha grande vontade. Há pessoas que fazem coisas sem pensar e depois culpam outras, sem remorso e nem vergonha. Falta vergonha na cara, aprender que atos mal pensados, geram comentários mal recebidos. Entendam como quiser, não preciso dizer que tipo de ato estou falando. Já é bem comum, aposto que a ideia certa está nascendo em suas mentes, é essa mesmo. Se for esperto, parabéns. Acertou. Também vejo lados infantis aparecendo cada vez mais. Não adianta nada jogar pelos ares que tem dezessete anos se sua cabeça de vento tem sete. Não vamos confundir as coisas. Críticas são bem vindas para aqueles que podem melhorar, se não podem, não digam que as críticas os fazem crescer porque não fazem. Apenas mostram a opinião de cada um em relação a um trabalho de mentira. Mas voltando ao assunto, todos estão acostumados com textos poéticos e de boas linhas doces. Se os decepcionei neste, sugiro que cliquem em "postagens mais antigas" ou algo do tipo. Hoje não quero ser romântica. Quero mostrar que fico frustrada ao ver pessoas próximas comportando-se de uma maneira pouco conveniente. Parem de tentar chamar a atenção, vocês não conseguem ver que há coisas mais importantes acontecendo?
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