Era tão diferente daquilo que eu estava esperando. Havia imaginado, feito memórias falsas em minha cabeça de como realmente era. Decepcionei-me com a construção. Ou seria reforma? Teria sido do jeito que eu imaginava? Então talvez... as memórias não fossem tão falsas assim. A multidão imaginária estava lá, não havia ninguém para preencher o vazio de suas paredes. Claro, tirando três mulheres. Duas cumprindo funções, e uma perdida, assim como eu. Estaria ela perdida em plena decepção? Bom... Às vezes lamento por falar tantas verdades, mas esse é um dos casos em que não posso faltar com a sinceridade. Já é uma marca. Um reconhecimento pessoal. Faltava madeira, luzes de lampião e pessoas sedentas, mortas de desejo.
Nada. Nem uma única alma que pudesse salvar o lugar da solidão.
A solidão é muito mais triste quando ainda há pessoas em determinado lugar. Torna-se solitária por carência, ganha o ar fantasmagórico que eu tanto temi. Seria ela assim, quando uma grande mulher adentrara para buscar algo em meu favorecimento? Não sei dizer, eu não havia ido. Muito ocupada para fazer esse passeio diferente. Em pensar que há tempos, muitos lutavam para poder estar lá.
Que grande ironia...
A impressão que tive foi de que passaram anos... E quanto mais anos passaram, mais ela ficou modernizada.
Quem cometeu esse crime com aquele lar? Não era para ter sido assim. Gostaria de não ter visitado, de estar com aquelas mesmas memórias falsas. De recomendá-la para alguém que fosse tão nostálgica como eu.
Poderia ser um grande lugar para alguma pessoa que realmente quisesse estar lá.
Não compreendo... O tempo passou dessa forma tão traidora.
É incrível querer segurá-lo, e eu quero. Quero pará-lo, desfrutar de algumas raras peças que logo, perderiam-se no futuro ingrato.
"Perdi meu relógio. E foi na hora em que eu mais precisava. Como eu sabia as horas? Olhei para o céu, lembrando das aulas de geografia. O sol estava em algum lugar no canto do céu, e eu sabia que horas eram. Talvez eu não precise tanto daquele relógio, ou de qualquer relógio que seja. Mas ele era especial. Alguém havia me dado para que eu pudesse lembrar, ao ver as horas, se estava muito cedo ou muito tarde para poder voltar pra casa. Estava cedo, embora meus passos não ajudassem para que eu fosse chegar no horário certo. Será que as horas estavam mesmo ali? Será que essa porra de mundo está girando para o lado certo? Eu não faço idéia. Gostaria de ter alternativas, pelo menos chutaria, como faço em algumas provas. Não posso chutar a vida, o mundo e muito menos o tempo. Se eles me chutarem, doerá muito mais, não é? Sorte que tenho curativos, amigos. Eles procuram curar os ferimentos que pessoas distantes não podem ver e nem sentir. De qualquer forma, eu preciso voltar para casa. Afinal de contas, essa biblioteca não é mais como eu imaginava. "
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Our world
O mundo não deixa de girar quando você está no chão. Ele também não tenta te ajudar, ele não lhe dá palavras de consolo, ele não se importa com você.
As pessoas se importam com ele. Pois se o mundo vai mal, logo, vamos mal também. Decaímos mais uma vez para o estado alarmante de desespero para o seu possível fim.
Se vivemos em uma câmara ou em um parque vagando livremente qual a diferença além da liberdade? Nenhuma. O mundo simplesmente não deixa de existir.
E nós, tão preocupados com ele! Que mundo injusto, que mundo ingrato. Ele não vê que as pessoas estão sofrendo? Não vê que alguém neste exato momento está morrendo? Não consegue enxergar que certas feridas estão doendo? Não, pouco importa para ele. Poderíamos chamar algumas pessoas de mundo. Seria um insulto inteligente. Mundo porque só precisa de pessoas que se importem, mas nunca se importou com ninguém. Por que faria algo assim? Ele é o mundo, oras.
Mesmo que o tempo passe devagar, o mundo continua a girar. É mera imaginação de nós, meros mortais. O mundo é aquilo que temos, que devemos preservar e respeitar, mas não podemos esperar que ele faça a mesma coisa por nós.
Nesta vida temos duas alternativas: Esperar algo que não acontecerá ou esperar algo que pode acontecer.
"A pedra continua ali, naquele mesmo lugar. Faça sol, faça chuva ela não se move. Permanece ali, parada. Só sai do lugar se alguém movê-la. Inércia quase eterna. Há pessoas que precisam de um empurrão para voltarem a sorrir, outras precisam aprender como fazê-lo, pois sempre dão sorrisos falsos. Esse jogo de verdade ou mentira mais parece cena de cinema. Aquela cena que sabemos o começo, o meio e o fim. Gostaria de poder mudar a sua cena. Torná-la divertida, fazer com que tudo fique bem. Vocês sabem, eu posso mudar cada cena errada. É só me procurar."
As pessoas se importam com ele. Pois se o mundo vai mal, logo, vamos mal também. Decaímos mais uma vez para o estado alarmante de desespero para o seu possível fim.
Se vivemos em uma câmara ou em um parque vagando livremente qual a diferença além da liberdade? Nenhuma. O mundo simplesmente não deixa de existir.
E nós, tão preocupados com ele! Que mundo injusto, que mundo ingrato. Ele não vê que as pessoas estão sofrendo? Não vê que alguém neste exato momento está morrendo? Não consegue enxergar que certas feridas estão doendo? Não, pouco importa para ele. Poderíamos chamar algumas pessoas de mundo. Seria um insulto inteligente. Mundo porque só precisa de pessoas que se importem, mas nunca se importou com ninguém. Por que faria algo assim? Ele é o mundo, oras.
Mesmo que o tempo passe devagar, o mundo continua a girar. É mera imaginação de nós, meros mortais. O mundo é aquilo que temos, que devemos preservar e respeitar, mas não podemos esperar que ele faça a mesma coisa por nós.
Nesta vida temos duas alternativas: Esperar algo que não acontecerá ou esperar algo que pode acontecer.
"A pedra continua ali, naquele mesmo lugar. Faça sol, faça chuva ela não se move. Permanece ali, parada. Só sai do lugar se alguém movê-la. Inércia quase eterna. Há pessoas que precisam de um empurrão para voltarem a sorrir, outras precisam aprender como fazê-lo, pois sempre dão sorrisos falsos. Esse jogo de verdade ou mentira mais parece cena de cinema. Aquela cena que sabemos o começo, o meio e o fim. Gostaria de poder mudar a sua cena. Torná-la divertida, fazer com que tudo fique bem. Vocês sabem, eu posso mudar cada cena errada. É só me procurar."
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Boys and girls, the light will shine
Já vi contradições de todos os tipos. Alguém pedindo cerveja em uma festa de batizado. Pessoas dando feliz dia das bruxas no natal. Contradições com uma pitada de humor. Pimenta do reino, aquela que você tempera e tempera, mesmo assim continua com o mesmo gosto.
Tais contradições fizeram-me pensar. Por que fazemos as coisas certas quando não precisamos? Damos feliz aniversário para a pessoa que completa anos, não para a mãe que passou todas aquelas dores. Às vezes penso que os parabéns deveriam ser dela, não é? Nós só causamos dor.
Está aí uma coisa certa. Nascemos causando dor em quem mais nos ama. Por que, não é? Tem coisas que a natureza decide, injustamente. Pois é. Mas a questão é o dia de hoje. Dia do amigo. Sinto aquela sensação de que já comemorei tal data esse ano. Não é como o natal e o ano novo. Sabemos que demora pra chegar, é rápido. Mas acontece só uma vez. Se as pessoas ganhassem o tanto de presentes que ganham... Sentiríamos falta dessa data. Mas não! Eu pelo menos não considero o dia do amigo uma data tão... importante.
Dia do amigo, pra mim é aquele dia em que alguém demonstrou ter uma amizade sincera, sem esperar nada em troca além de sua amizade. Aquela pessoa que jamais iria tacar na sua cara que sentiu falta de presentes. Que o maior presente é a sua amizade
Algumas falam isso por educação, para não deixar o outro em uma lagoa pequenina de esperanças. Prefere transformá-la num poço. Profundo e obscuro. Tal falta de luz só faz nós percebermos que muitas pessoas preferem apagar a luz para nós, mesmo sabendo que temos medo do escuro.
São poucos os que levam o nome de amigo. Bem poucos. Pra mim, amigos nem sempre estão juntos. Eu tenho uma amiga que a vejo uma vez por ano, e mesmo assim, não deixo de amá-la.
Outro vejo todos os dias. E só alguém muito especial consegue enxergar a nossa amizade sem aqueles pensamentos banais que pouco importa.
Temos muitos colegas. Claro, não dá para viver só de pessoas que nos querem tão bem. Há aquelas que nos querem bem. Só bem. Recebemos essa bondade de bom grado, sempre é bom saber que as pessoas gostam de nós.
O conceito de amizade também foi banalizado. Assim como o amor. Ser amigo hoje não é mais aquela pessoa que te dá o ombro pra chorar. Hoje, ser amigo é quem aumenta seu ego, e muitas vezes, só para te ver quebrar a cara. Não sei quem tem mais hipocrisia. Se é quem recebe os elogios mal falados ou aquele que vos fala.
"Gostaria que o mundo enxergasse a luz que vem dos astros. Eles que sempre estão lá, e quando não estão, é porque algo os impediu de brilhar. Eles nunca irão desapontar você. A Lua e as estrelas estão brilhando para fazer você lembrar que o dia pode ser ruim, mas a noite tende a ser melhor. E se for pior, por que não abre a janela? Há tanta coisa lá fora, tanto ar para respirar. Tantas pessoa para conhecer, lugares para visitar. Estradas para conhecer. A imensidão desse mundo está no céu. Você não sabe onde ele começa , nem onde termina, mas sabe que ele está estendido para você. A inspirá-lo em vida. A fazê-lo lutar, para sempre, em um certo horário, olhá-lo. E ver que lá está ele, esperando você sorrir para saber que sua meta fora cumprida. Fazer você feliz."
Tais contradições fizeram-me pensar. Por que fazemos as coisas certas quando não precisamos? Damos feliz aniversário para a pessoa que completa anos, não para a mãe que passou todas aquelas dores. Às vezes penso que os parabéns deveriam ser dela, não é? Nós só causamos dor.
Está aí uma coisa certa. Nascemos causando dor em quem mais nos ama. Por que, não é? Tem coisas que a natureza decide, injustamente. Pois é. Mas a questão é o dia de hoje. Dia do amigo. Sinto aquela sensação de que já comemorei tal data esse ano. Não é como o natal e o ano novo. Sabemos que demora pra chegar, é rápido. Mas acontece só uma vez. Se as pessoas ganhassem o tanto de presentes que ganham... Sentiríamos falta dessa data. Mas não! Eu pelo menos não considero o dia do amigo uma data tão... importante.
Dia do amigo, pra mim é aquele dia em que alguém demonstrou ter uma amizade sincera, sem esperar nada em troca além de sua amizade. Aquela pessoa que jamais iria tacar na sua cara que sentiu falta de presentes. Que o maior presente é a sua amizade
Algumas falam isso por educação, para não deixar o outro em uma lagoa pequenina de esperanças. Prefere transformá-la num poço. Profundo e obscuro. Tal falta de luz só faz nós percebermos que muitas pessoas preferem apagar a luz para nós, mesmo sabendo que temos medo do escuro.
São poucos os que levam o nome de amigo. Bem poucos. Pra mim, amigos nem sempre estão juntos. Eu tenho uma amiga que a vejo uma vez por ano, e mesmo assim, não deixo de amá-la.
Outro vejo todos os dias. E só alguém muito especial consegue enxergar a nossa amizade sem aqueles pensamentos banais que pouco importa.
Temos muitos colegas. Claro, não dá para viver só de pessoas que nos querem tão bem. Há aquelas que nos querem bem. Só bem. Recebemos essa bondade de bom grado, sempre é bom saber que as pessoas gostam de nós.
O conceito de amizade também foi banalizado. Assim como o amor. Ser amigo hoje não é mais aquela pessoa que te dá o ombro pra chorar. Hoje, ser amigo é quem aumenta seu ego, e muitas vezes, só para te ver quebrar a cara. Não sei quem tem mais hipocrisia. Se é quem recebe os elogios mal falados ou aquele que vos fala.
"Gostaria que o mundo enxergasse a luz que vem dos astros. Eles que sempre estão lá, e quando não estão, é porque algo os impediu de brilhar. Eles nunca irão desapontar você. A Lua e as estrelas estão brilhando para fazer você lembrar que o dia pode ser ruim, mas a noite tende a ser melhor. E se for pior, por que não abre a janela? Há tanta coisa lá fora, tanto ar para respirar. Tantas pessoa para conhecer, lugares para visitar. Estradas para conhecer. A imensidão desse mundo está no céu. Você não sabe onde ele começa , nem onde termina, mas sabe que ele está estendido para você. A inspirá-lo em vida. A fazê-lo lutar, para sempre, em um certo horário, olhá-lo. E ver que lá está ele, esperando você sorrir para saber que sua meta fora cumprida. Fazer você feliz."
segunda-feira, 18 de julho de 2011
My city is lucky
Ontem matei algumas pessoas. Das quais viveram dentro de mim por muitos anos. Eram boas, mas confesso que aproveitei cada corte que deixava em seus rostos. Como se toda a minha espera explodisse exatamente agora. E explodiu. Era excitante ver as coisas de um lado diferente. Sou eu quem está por cima, agora. Comecei a sentir nostalgia de todos os fatos. Saudades dos ossos partindo-se, do barulho que os dentes rangiam de medo. Ah! Como foi refrescante tomar banho de sangue pelos dedos...
Vontades! Eram tão grandes que as considerava pessoas. Sim, a vontade de sentir múltiplas sensações, de pisar em um lugar que eu jamais havia pisado. Velocidade que não era tão veloz, mas parecia correr mais do que a luz. Cada trilho, cada caminhada, cada pessoa tornou-se testemunha de minhas descobertas. Reviver uma coisa assim é possível, mas jamais será igual.
Rasgar cada pedaço até sumir. Ouvir sussurros implorando para que não continue, ir adiante...A liberdade é mesmo majestosa. Quando você a conquista, torna-se louco. Pode fazer o que quiser, quando quiser. Ninguém pode impedir, e se tentar, impeça-o. O cansaso vale a pena.
Como a volta de uma grande viagem, carrego a nostalgia nos ombros. Com os fatos claros em minha mente.
Você pode ver aquilo que vivi. Há provas concretas disso.
"Uma vez, um amigo me disse que se eu fosse mandar cartas para sua casa, que mandasse duas. Que se fosse ganhar presentes, que fossem baratos.. Para ter dois. Livros, dois. Bens materiais. Ele era conhecido como o número par da turma. Perguntei, certo dia o motivo daquele dilema. Risonho, disse-me que no futuro, iria encontrar sua ama gêmea. E que daria metade das coisas mais importantes que tinha. Achei diferente, parecia singelo. Revelei, então, que pretendia dar um CD para ele. Seu sorriso ganhou uma dança, e essa dança deu o ar sério que eu não via há muito tempo.Olhou fundo em meus olhos e disse que era apenas um. Surpreso, perguntei o porquê. Com um leve sorriso, ele disse que músicas não tem cópias, nunca! E que se houvesse um dia, seria a pior farsa e invenção da humanidade. Músicas são únicas. É o melhor presente que se pode dar. "
E por isso, eu dou todas as músicas do mundo para você, meu querido irlandês.
Vontades! Eram tão grandes que as considerava pessoas. Sim, a vontade de sentir múltiplas sensações, de pisar em um lugar que eu jamais havia pisado. Velocidade que não era tão veloz, mas parecia correr mais do que a luz. Cada trilho, cada caminhada, cada pessoa tornou-se testemunha de minhas descobertas. Reviver uma coisa assim é possível, mas jamais será igual.
Rasgar cada pedaço até sumir. Ouvir sussurros implorando para que não continue, ir adiante...A liberdade é mesmo majestosa. Quando você a conquista, torna-se louco. Pode fazer o que quiser, quando quiser. Ninguém pode impedir, e se tentar, impeça-o. O cansaso vale a pena.
Como a volta de uma grande viagem, carrego a nostalgia nos ombros. Com os fatos claros em minha mente.
Você pode ver aquilo que vivi. Há provas concretas disso.
"Uma vez, um amigo me disse que se eu fosse mandar cartas para sua casa, que mandasse duas. Que se fosse ganhar presentes, que fossem baratos.. Para ter dois. Livros, dois. Bens materiais. Ele era conhecido como o número par da turma. Perguntei, certo dia o motivo daquele dilema. Risonho, disse-me que no futuro, iria encontrar sua ama gêmea. E que daria metade das coisas mais importantes que tinha. Achei diferente, parecia singelo. Revelei, então, que pretendia dar um CD para ele. Seu sorriso ganhou uma dança, e essa dança deu o ar sério que eu não via há muito tempo.Olhou fundo em meus olhos e disse que era apenas um. Surpreso, perguntei o porquê. Com um leve sorriso, ele disse que músicas não tem cópias, nunca! E que se houvesse um dia, seria a pior farsa e invenção da humanidade. Músicas são únicas. É o melhor presente que se pode dar. "E por isso, eu dou todas as músicas do mundo para você, meu querido irlandês.
domingo, 12 de junho de 2011
Vandeca
Eu deveria estar falando sobre essa véspera de dia dos namorados tão importante. Conheci pessoas maravilhosas, me diverti. Agora que cheguei em casa lembrei de todas as coisas que passamos juntas, de todos os nossos momentos. Aqueles em que nós duas éramos pequeninas, e aquele em que eu te peguei no colo quando nada estava bem com você. Eu confesso que me senti culpada por estar deixando eles te levarem, confesso que me despedir de você foi a pior coisa que já fiz na vida. Não que os outros fossem menos importantes, não eram. Todos são. Mas você sempre foi a minha pequena, minha única menina. Eu me desesperei quando você ficou doente. Fiquei com você em todos os momentos, e só aquele estagiário sabe o quanto eu chorei de soluços por te deixar lá, não era apenas uma cirurgia. Era a cirurgia da minha menina. Oh, minha menina voltou tão calada! E em meu quarto, acompanhando a noite passar, eu via o seu estado. E não é porque não acredito que Deus exista que não tenho sentimentos, eu torci tanto por ti. E quando cheguei, e vi você andando, em sua casinha, feliz... Ah, que aquecimento repentino em meu coração. Estava tão boa, tão quentinha, tranqüila . . .Esse tempo passou, e conforme meu mau humor crescia por estudar de manhã, eu chegava com sono. Fazia o que tinha de fazer, e antes de dormir a tarde toda, eu iria te ver. Lembro que dormimos juntas na porta da minha sala, você tão indefesa em meu peito. Fazendo carinho em meu rosto com o focinho molhado de leite. E até beijou minha bochecha. Eu nunca havia sentido um de seus beijos, e naquele momento eu me apaixonei ainda mais por ti, minha menina.
Sempre há um porém em toda história, algo para foder com a vida de todo mundo. Histórias são assim. Mas quem me dera se você não tivesse que passar por todo esse sofrimento. Oh, minha menina. Você começou a ficar mal de novo, e aquele cara com expressão de insanidade dizia que você não poderia mais passar por todo aquele processo. Seria perigoso, já fora na primeira vez. Eu que não deixaria você passar por tudo de novo, e não é por egoísmo, eu só não queria te perder por uma decisão equivocada.
E o que tínhamos para esses meses? Sofrimento. Você estava literalmente definhando. Era água em meus dedos, e por mais que eu tentasse pegá-las, repor com lágrimas, tudo escapava. Você estava me deixando de algum modo, o modo mais doloroso. Essas semanas passaram como um flashback, você continuava me deixando. E hoje, sem comer, eu te olhei e sabia que era o momento. Eu juro que não queria, mas se fosse para lhe poupar dor, eu tinha que deixar você ir. Não posso te ter por mais tempo sabendo que você está sofrendo a cada dia que passa. Minha menina, nossa despedida foi singela, e esse diálogo jamais será esquecido. Eu lhe prometo. Você me ensinou o que significa amor, lealdade, amizade, confiança e carinho. Oh, minha menina. Você partiu.
Sempre há um porém em toda história, algo para foder com a vida de todo mundo. Histórias são assim. Mas quem me dera se você não tivesse que passar por todo esse sofrimento. Oh, minha menina. Você começou a ficar mal de novo, e aquele cara com expressão de insanidade dizia que você não poderia mais passar por todo aquele processo. Seria perigoso, já fora na primeira vez. Eu que não deixaria você passar por tudo de novo, e não é por egoísmo, eu só não queria te perder por uma decisão equivocada.
E o que tínhamos para esses meses? Sofrimento. Você estava literalmente definhando. Era água em meus dedos, e por mais que eu tentasse pegá-las, repor com lágrimas, tudo escapava. Você estava me deixando de algum modo, o modo mais doloroso. Essas semanas passaram como um flashback, você continuava me deixando. E hoje, sem comer, eu te olhei e sabia que era o momento. Eu juro que não queria, mas se fosse para lhe poupar dor, eu tinha que deixar você ir. Não posso te ter por mais tempo sabendo que você está sofrendo a cada dia que passa. Minha menina, nossa despedida foi singela, e esse diálogo jamais será esquecido. Eu lhe prometo. Você me ensinou o que significa amor, lealdade, amizade, confiança e carinho. Oh, minha menina. Você partiu.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Velvet
Ela assistia mais de vinte filmes por semana. Tirava trinta fotografias de tudo o que via pela frente, apenas duas eram de seu agrado. Perfeccionista desde que nasceu, detalhista aprimorada com o passar do tempo. Era romântica, mas não dispensava um filme de terror. Daqueles em que a maioria das garotas chamaria de nojento, no mínimo e brigaria com o namorado para assistir qualquer filme da Disney. Lia livros, escrevia algumas continuações que nunca foram digitadas para o computador, jogadas em seu armário branco com detalhes em lilás. Gostava da cor, aliás, era a cor de seu quarto e na maioria das vezes, a cor de seu humor.
Um filme trouxe paixão por coisas do passado, bastou alguém apresentá-la as coisas lindas que a vida tinha lhe mostrado, ela precisava abrir os olhos. E só foi acontecer com catorze anos de idade. Já não era pré adolescente, mesmo que tivesse mil e uma dúvidas na cabeça. Querendo desvendar todos os mistérios que invadiam a sua cabeça sozinha, sempre fora assim. Independente. Esse era o seu jeito, só precisou sentir falta de algo muito importante para demonstrar toda a sua força. A sua paixão pela vida e seu modo de vivê-la.
É uma lástima com números, prefere escrever. Escreve para ficar feliz, para desabafar, para matar...
Traço comum, rosto de menina. Nunca parece crescer, mesmo que não aparente ter a idade que tem.
Conseguia ser feliz, mesmo de coração partido pelas coisas que já havia passado. Coisas que não são triviais, coisas que marcaram a sua vida, deixando marcas. Como rabiscos na pele.
E esses rabiscos que agora acha charmoso mudaram de nome. Encontrou algo mágico. Ou melhor, alguém...
Algo sempre faltava. Era a carência perpétua que pensava ter, não pensava. Tinha mesmo aquela carência. Talvez sempre fora carente, motivo por dormir com bichos de pelúcia até hoje.
Já faz um tempo que essa carência passou, e passou de um jeito diferente. Preenchendo espaços, que agora não estão mais tão largos, tão vazios e tão solitários como eram antes.
Agora ela tem alguém com quem tomar café e chá. Tem alguém para comer pão de queijo porque adora, e não porque a acompanha na dieta vegetariana. Alguém com quem pode ver filmes no cinema, dar presentes simples, porém importantes e singelos. tem alguém para esconder qualquer coisa que tire a beleza de uma prateleira de madeira, e escutar o riso grave que sua travessura causou. Tem alguém para comparar com as coisas mais lindas do mundo.

Um filme trouxe paixão por coisas do passado, bastou alguém apresentá-la as coisas lindas que a vida tinha lhe mostrado, ela precisava abrir os olhos. E só foi acontecer com catorze anos de idade. Já não era pré adolescente, mesmo que tivesse mil e uma dúvidas na cabeça. Querendo desvendar todos os mistérios que invadiam a sua cabeça sozinha, sempre fora assim. Independente. Esse era o seu jeito, só precisou sentir falta de algo muito importante para demonstrar toda a sua força. A sua paixão pela vida e seu modo de vivê-la.
É uma lástima com números, prefere escrever. Escreve para ficar feliz, para desabafar, para matar...
Traço comum, rosto de menina. Nunca parece crescer, mesmo que não aparente ter a idade que tem.
Conseguia ser feliz, mesmo de coração partido pelas coisas que já havia passado. Coisas que não são triviais, coisas que marcaram a sua vida, deixando marcas. Como rabiscos na pele.
E esses rabiscos que agora acha charmoso mudaram de nome. Encontrou algo mágico. Ou melhor, alguém...
Algo sempre faltava. Era a carência perpétua que pensava ter, não pensava. Tinha mesmo aquela carência. Talvez sempre fora carente, motivo por dormir com bichos de pelúcia até hoje.
Já faz um tempo que essa carência passou, e passou de um jeito diferente. Preenchendo espaços, que agora não estão mais tão largos, tão vazios e tão solitários como eram antes.
Agora ela tem alguém com quem tomar café e chá. Tem alguém para comer pão de queijo porque adora, e não porque a acompanha na dieta vegetariana. Alguém com quem pode ver filmes no cinema, dar presentes simples, porém importantes e singelos. tem alguém para esconder qualquer coisa que tire a beleza de uma prateleira de madeira, e escutar o riso grave que sua travessura causou. Tem alguém para comparar com as coisas mais lindas do mundo.

Ela é a fita, e ele o veludo.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
When a skin start to feel more
Se o que é harmonioso for a ordem certa das coisas, então uma desorganização tornar-se desarmônica? A vida nos tem mostrado muitas cenas, várias delas que jamais serão apagadas de nossas memórias assim como a data do dia em que viemos a este mundo. A reprodução das coisas está em todo o lugar, sendo sexuada ou assexuada. Sabemos que o primeiro tem uma diversificação maior, é o que constrói as diferenças de um ser para o outro. Muitos de vocês já estudaram esse conceito em Biologia, alguns detestaram, mas há algo mais maravilhoso do que encontrar algo tão parecido diante de tantos semelhantes?
Torna-se cada vez mais freqüente a utilização de meios para tornar-se diferente. Mesmo que suas características existam, nunca será o suficiente. As pessoas gostam de lembrar. Com um medo incalculável de esquecer o que elas têm de melhor, preferem eternizar qualquer coisa para que a memória não lhes pregue uma peça.
Uma vez, duas, três... Ou até virarem pó. Tantos são os rabiscos que elas fazem.
O papel torna-se seu melhor amigo, o lápis o desabafo. E em meio de tantas linhas, cores, traços e títulos lá está a nossa vida. Cada momento grifado de extrema importância para destacar-se diante de tantas situações.
A lei da conservação é clara: "No mundo, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma." Pois bem, e quando não encontrarmos a transformação final? O tempo mata tudo o que escrevemos, dilacera as palavras que há alguns anos eram quem nos dilacerava. Perder algo tão valioso assim torna-se sinônimo de desespero.
Para não perder tais rabiscos, o quê fazer?
Muitas pessoas ainda acham que tentar ser diferente é questão de rebeldia, é querer aparecer. A realidade é que o parecer não é negativo, pelo contrário. Não é querer se aparecer, é destacar-se diante da massa que tenta torná-los incolores. Esquecer todos os valores que possuem em momentos de extrema solidão.
As pessoas que pensam nisso não possuem a harmonia do preto e branco. Pois a combinação de cores é para os que sonham em pintar o dia da cor que está seu coração
"Diferença e desespero. É isso o que nos leva a transformar nossos corpos em telas. Telas que recebem o tempo eternizado. Que homenageiam aqueles que nos fizeram felizes por certo período. É a maneira de mostrar quem somos, de onde viemos, do que gostamos. É nossa cultura. Nosso desejo ardente de falar sem utilizar a voz. Título subentendido. A pele é papel, e as tintas são os sentimentos que a vida um dia nos fez sentir. Escreve-se pelo amor, camuflado na dor."
Torna-se cada vez mais freqüente a utilização de meios para tornar-se diferente. Mesmo que suas características existam, nunca será o suficiente. As pessoas gostam de lembrar. Com um medo incalculável de esquecer o que elas têm de melhor, preferem eternizar qualquer coisa para que a memória não lhes pregue uma peça.
Uma vez, duas, três... Ou até virarem pó. Tantos são os rabiscos que elas fazem.
O papel torna-se seu melhor amigo, o lápis o desabafo. E em meio de tantas linhas, cores, traços e títulos lá está a nossa vida. Cada momento grifado de extrema importância para destacar-se diante de tantas situações.
A lei da conservação é clara: "No mundo, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma." Pois bem, e quando não encontrarmos a transformação final? O tempo mata tudo o que escrevemos, dilacera as palavras que há alguns anos eram quem nos dilacerava. Perder algo tão valioso assim torna-se sinônimo de desespero.
Para não perder tais rabiscos, o quê fazer?
Muitas pessoas ainda acham que tentar ser diferente é questão de rebeldia, é querer aparecer. A realidade é que o parecer não é negativo, pelo contrário. Não é querer se aparecer, é destacar-se diante da massa que tenta torná-los incolores. Esquecer todos os valores que possuem em momentos de extrema solidão.
As pessoas que pensam nisso não possuem a harmonia do preto e branco. Pois a combinação de cores é para os que sonham em pintar o dia da cor que está seu coração
"Diferença e desespero. É isso o que nos leva a transformar nossos corpos em telas. Telas que recebem o tempo eternizado. Que homenageiam aqueles que nos fizeram felizes por certo período. É a maneira de mostrar quem somos, de onde viemos, do que gostamos. É nossa cultura. Nosso desejo ardente de falar sem utilizar a voz. Título subentendido. A pele é papel, e as tintas são os sentimentos que a vida um dia nos fez sentir. Escreve-se pelo amor, camuflado na dor."
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