terça-feira, 7 de setembro de 2010

Fly like a butterfly

Eu deveria estar falando do feriado, ou até mesmo do tempo. Só que eu não quero falar de como me sinto entediada neste dia e do quanto amo essa neblina que cobriu a minha cidade. Não há nada mais gostoso do que ver um filme sentindo a quentura de um cobertor sob seu corpo. Decidi que escreveria hoje por uma razão que vem me impressionando. Sonhos. São estranhos e me deixam confusa, apesar de eu gostar deles, na maioria das vezes fico feliz quando sonho com determinada pessoa. Saudades é um sentimento tão cruel que não deveria existir. Eu a desprezo assim como muitos abraçam o amor. Ah... o amor. Ele vive pregando peças em nossos corações, e quando nos damos conta percebemos que estamos escrevendo textos estúpidos para alguém que nunca irá lê-los. Mas mesmo assim nossos dedos querem trabalhar, eles precisam mostrar o quão apaixonados estão, e mesmo que se sacrifiquem em vão, já é um prazer. Porque alguém vai ler, e esse alguém ficará surpreso em pelo menos imaginar o que o verdadeiro receptor da mensagem estaria fazendo em vez de ver o quão é amado por alguém. Eu não acredito na sorte, ela nunca provou que estava do meu lado, ao meu ver sempre esteve contra mim. Mas sei que não posso culpá-la por não ir com a minha cara, e se ela resolver ir? Bem, é outra história, outro fato, outro conto... Reparei que essa semana foi de um descanso merecido, meus nervos já estavam a flor da pele. Eu tinha de parar e pensar comigo mesma: "Onde estou me enfiando? No que estou pensando? Você sabe que é um, numa escala de zero a dez, não sabe? Também sabe perfeitamente que nada pode mudar da noite para o dia, você precisa encarar os fatos. Não pode se atirar do penhasco e querer voar como uma borboleta. Não pode." Eu realmente não posso, mas e se eu quiser tentar? E se de repente eu encontrar a leveza que preciso? A graça do bater de asas? E se eu conseguir voar, quero que seja bem alto! Onde as nuvens bricam, as estrelas brilham e a lua dorme, em pleno abraço seu.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

You make me feel so little

Notei que esses dias andam freiados,
mil e um minutos desacelerados.
Minha mente vaga por uma grande ilusão,
quem sabe um dia você entenda a citação.

Não é a toa que suas palavras provocam-me amor,
eu não pude lutar contra, mesmo estando ao lado do pudor.
Vejo que a cada instante desejo as maravilhas de um mundo seu,
quem me dera morar neste mundo,seria um sonho meu.

Eu poderia evitar o pensamento incerto,
estaria travando uma batalha comigo mesma,
lutando contra o meu grande afeto.
Você não só é um grande cara,
você é quem controla as minhas emoções,
as intercala de um jeito só seu. Esse jeito que
conquistou o amor meu.

Não tenho ideia se isso é certo ou errado,
só sei que de todos os que havia pensado ter amado,
errei e errei. Mas agora acertei. Você poderia ceder se
soubesse o quão acelerado é meu coração, ah se eu pudesse
lhe mostrar, ah se você pudesse enxergar...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Happy Birthday for you, girl.

Muitos me falaram que os 16 anos é uma idade muito esperada. Eu particularmente não vejo muita coisa de especial neste número, o dezesseis. Mas convenhamos, eu não sou mais uma debutante, e terei de me acostumar em falar essa idade, pois ainda estou com os quinze na cabeça. Aposto que você sempre sentiu uma curiosidade de saber o que realmente muda. Muita coisa, aliás! Tem sempre o lado positivo do aniversário. Abraços, presentes, fotos, tudo de bom! Telefonemas, mensagens! Tweet's, scrap's, até um "curtir" no facebook você ganha. Não é demais? Pois é. Você se sente tão querida! Pessoas dizendo palavras doces, te confortando com gestos bonitos a todo instante! É tão bom quando isso acontece. Hoje eu me senti assim. Em 25 de Agosto de 1994 eu estava nascendo.  E agora, com essa idade que ganhei irei vivendo e vivendo. Cada vez aprendendo mais, enxergando mais a vida, conhecendo mais as coisas, tendo o prazer de fazer as coisas que eu amo! É por tudo isso que eu vivo. Se a cada momento do dia, as pessoas falassem o quanto amam umas as outras, a bandeira branca seria levantada. Sem guerras, sem intrigas e conflitos. Nada importaria a não ser a paz e o amor! É tudo isso que eu desejo a cada um de vocês. De verdade, aos que eu conheço pessoalmente e aos que sempre estão do outro lado da tela do computador. Aos amigos do Sul principalmente! São tantos carinhosos que eu nem sei o que dizer. Só posso agradecer por vocês fazerem parte de minha vida e estarem comigo, de alguma forma, seja com sorrisos, palavras, abraços, beijos ou qualquer coisa do tipo. Saibam todos que essa garota, que hoje completou seus dezesseis anos, ama todos vocês incondicionalmente.

domingo, 15 de agosto de 2010

Address

Olívia havia telefonado e já era tarde da noite. Danny lia um livro sob a luz amena de seu quarto.
Uma vez ou outra, tinha a impressão de que a luz piscava, um segundo depois, estava tudo claro de novo. Às vezes, achava que a luz que ia embora, era a luz de sua cabeça.

─ Consegui aquele encontro com o escritor! Anote o endereço.

Apalpar objetos naquele tipo de luz era um desafio.

─ Pode falar.

Pelo que havia anotado, julgou ser um café típico de São Paulo. Arriscava conhecer o local pelo nome. Seus olhos pairaram, fitando o contorno contrastante de tinta sob o papel, do contorno para as letras, das letras para o papel.
Suas orbes pulsavam, como se o sangue de todo o seu corpo tivesse sido transportado para os olhos.
Sentia um vibrar, a sensação morna que os cobertores lhe presenteavam era relaxante.
A íris de seus olhos dançava, admirando as letras, os números, a informação.
Embriagava-se sem total controle, queria segurar o tempo. O relógio, de repente, pareceu-lhe perturbador. Como se cada badalada fosse única, nunca mais iria voltar, não a mesma.
Estava em outro lugar.
Ele sabia que não era o seu quarto, no fundo, esperava sentir cheiro de comida. Mas não sentiu. O odor era outro.
Suas pernas tremiam em sintonia com um desespero extasiante.
Naquela pequena sala, no velho sofá torto, de couro encardido e pesado, esperava por uma resposta, uma resposta que poderia mudar sua vida.
Mas o que realmente poderia mudar? Se a certeza fosse certa, não existiria o talvez, sem o talvez, o não seria incompleto.
As dobradiças enferrujadas de uma porta rangiram, a sombra de alguém começava a clarear.
Foi o sol, que interrompeu o abrir e fechar de lábios de uma boca seca, desgastada de belas palavras.
Estava suando, a camisa do pijama azul colada em suas costas. Seus dedos estavam dormentes, e quando foi movimentá-los quase cortou-se.
Encontrou um papel, de letras pretas, pouco borradas com seu suor.
Agradeceu mentalmente à amiga, o endereço contemplado na noite passada não era uma saleta.

sábado, 7 de agosto de 2010

Coming soon

E se o mundo mudasse? É, parece que muita gente anda acreditando na teoria bizarra de 2012. Não os julgo e nem concordo. Também não quero falar disso. Durante esses dias, tenho notado o quão eles parecem ser iguais. Deve ser a rotina que voltou. Eu sempre bato na mesma tecla, várias vezes disse que rotina é algo ruim. Ela não é tão ruim quanto eu pensei. Não, eu não achei nada que possa fazer a minha rotina mudar, até porque, se ela mudasse sempre, deixaria de ser rotina, não é? Ainda é cedo para decidir as coisas, mesmo eu achando que é extremamente tarde. Ainda é inverno e eu ainda me preocupo com a droga de verão efervescente que logo virá. Eu me preocupo demais, e não é porque eu quero. Se de alguma forma essa preocupação pudesse ir embora, eu agradeceria a quem fizesse este enorme favor para mim. O tempo realmente está passando, talvez eu esteja me sentindo velha. Eu não sou velha, mas me sinto como uma. Como se em dois anos eu tivesse crescido uns dez. Espero que eu não fique com uma mentalidade de vinte anos ainda no colegial. As pessoas já me acham muito diferente. Eu não vou bancar a freak e dizer que ninguém me entende. Também não vou dizer o quão queria que mais pessoas parecidas comigo convivessem em meu cotidiano, elas estão longe demais para que isso aconteça. Tive sonhos esquisitos essa semana, eles estão começando a fazer sentido. Essa corrida tem parecido aquelas em que as pessoas apostam no cavalo mais bonito. Neste caso, parece que o cavalo sou eu e a pista é a minha vida.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Summer nights

Eu gosto das férias. É que ficar tanto tempo em casa, fazendo as mesmas coisas é cansativo. E mesmo que eu não viage, acabo saindo de meu quarto em meus pensamentos. Já pensou se só com a força do pensamento, a gente pudesse visitar os lugares que mais queremos? Há pessoas que adorariam comer uma macarronada em um restaurante da Itália. Há também os apaixonados, que não pensariam duas vezes para subir na torre Eiffel para dar aquele beijo de arrancar o fôlego! Desvendar os mistérios da Esfinge no Egito. Visitar os museus ingleses e beber aquele chá das cinco na Inglaterra. E as praias da Califórnia? Minha nossa, aquela areia clarinha, macia e aquecida pelo sol. Um safári na África não seria má idéia, um jipe quebrado e "pernas pra que te quero" para fugir do leão. Consegue sentir tudo isso? Ah, se pudéssemos tocar o mundo com os dedos de vez em quando, só para fugir da rotina que temos de enfrentar. Vai ver é por isso que adoramos tantos as férias. Deixamos a rotina de lado, e o dia de amanhã será melhor que esse, mais divertido, ninguém pode saber! Tudo é tão imprevisível! Qualquer coisa pode acontecer, e nós, meras pessoas, não podemos evitar nada. Com essa última semana em casa, (não vou dizer que descansei, parece que nas férias, as pessoas pensam que você está em casa só para ajudar em certas tarefas. Deveríamos ter férias das tarefas que fazemos nas férias!)  eu tenho pensado que um dia, não muito perto, e nem muito longe, as coisas irão se acertar. O bom das férias é que você tem um pouco de tempo, e esse tempo foi bem aproveitado, pelo menos pra mim foi! Novas pessoas, novos assuntos, novos interesses, conhecimentos e opiniões! É tão maluco pensar que em poucos minutos, iremos conhecer alguém e num passe de: "Olá, tudo bem?" Fazemos uma amizade de muitos e muitos anos. Mentes insanas, mundo maluco, mas nós somos felizes por sermos assim! E esse inverno que congela a alma, hein? Não preciso dizer que estou adorando mais e mais. Só fico pensando quando ele for embora, o quê farei sem meus casacos e jaquetas? Verão bandido!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Bad people.

Eu gostaria de saber onde está o sarcasmo das coisas. Parece que ser irônico hoje está tão na moda quanto o jeito idiota de ser. Já reparou que ao sair na rua, se você sorri para alguém, esse alguém será tão babaca ao ponto de achar que está flertando? Já não se pode sorrir para ninguém sem que a maldade penetre na mente das pessoas. Recentemente eu vi que a amizade é um tanto perigosa. Nos envolvemos com pessoas que um dia sorriem, outro dia estão falando seus segredos para outras, elas riem de ti pelas costas. Para mim isso é covardia. E covardia é uma das qualidades que eu mais abomino em meu campo de amizade. Sim, a amizade é um campo minado. Se você não tomar cuidado, acaba explodindo com a falsidade dos amiguinhos. A melhor forma de evitar isso, é a desconfiança. Podem até reclamar que você desconfia de tudo e de todos, mas todos são assim. Quando alguém fala: "Não confia em mim?" Já está se entregando, pois admite que fez algo errado e não merece a confiança dos outros. Esse texto não foi escrito para alguém concordar ou discordar, foi um pensamento que eu gostaria de registrar antes que eu me esquece. De vez em quando eu acabo esquecendo de escrever coisas que gostaria de lembrar.