quarta-feira, 21 de abril de 2010

He couldn't stop.

Ele estava evitando olhar as pessoas nos olhos, mas não estava escondendo nada. Só não queria responder o que se passava em sua cabeça. Todas as vezes em que viajava em seus devaneios, tinha um mundo. O seu próprio mundo. Onde poderia aparecer nos lugares que quisesse, ver o que tinha desejo e sentir todos os prazeres que uma brisa nublada poderiam lhe dar. A inocência estava saltando de seus olhos. A sinceridade sólida como um cubo de gelo, que por várias vezes teve seus altos e baixos. Era difícil dizer se suas palavras eram corajosas ou aventureiras. Seu andar podia ser vago, outrora acelerado. Com um constante sentimento que a Física não pode compreender. Nada tão sutil poderia ser comparado com o seu modo de ser, o jeito com que controlava as coisas. Por vezes deixou que elas fossem libertadas. Os impulsos aumentaram, e a hostilidade permaneceu. A melhor coisa que se poderia fazer era banhar-se ao vinho. Ele o fazia esquecer dos problemas, das mágoas, da rotina diária que encontrava-se. Cansado de bater por todos os lados, cansado de ser tratado como um simples experimento. Sem valor, sem emoções ou qualquer coisa que fosse considerada real. Mas sabemos que ele é real, não é? Que dentro de si há algo. Um misterioso fato que permanece oculto. Ele não é como qualquer um, cheio de preocupação. Ele é livre, vai onde quer, demonstra como se sente. E sempre admite que o caminho errado não é o melhor caminho. Você poderia se apaixonar por ele, e agora esse pensamento parece absurdo. Se apaixonar por ele? Que insano. Mas com o tempo, depois de conhecê-lo você percebe que não é difícil de amá-lo. Quem não amaria a ele? O coração de uma garota.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Inspiration comes from the air.

Hoje eu não sabia o que escrever, e isso não vem desse dia. Como disse há poucas linhas atrás, as letras as vezes somem, ficam tão claras que os meus olhos não conseguem enxergar. Incolor, como o ar, como a água, como o vento e como a lágrima. Tanto se fala de cor, que tudo tem cor. Seria possível então, arrumar um sabor para tudo o que tem cor? Sendo assim, qual é o sabor do sorriso sincero? Do olhar perdido? Da alma que corre feliz por um campo lotado de rosas azuis? Oh, sim. Elas não podem ter sabor, ao menos que você imagine. Um sabor doce num dia de sol, um sabor amargo num dia de chuva. Por que sempre tem de ser assim? E se quisermos inverter? Pois bem, dia de sol, tão amargo quanto o remédio chato que temos de engolir para nos sentirmos melhor outra vez. Um dia de chuva tão doce, com gotas de açúcar caindo em nossos lábios, deliciosamente apreciável. Somos diferentes de todos, somos quem somos porque temos de ser assim. Não importa o lugar, não importa com quem você fala, ou do que você gosta, sempre teremos o doce e o amargo presente em nossas vidas. Há pessoas que tem mais um do que o outro, nada mais justo do que compartilhar o sabor que temos a mais com aqueles que não o tem em quantidade suficiente para demonstrar a alegria em sua face, com o melhor sorriso do mundo. Sendo assim, peguemos um balão de borracha. Assopremos com todo o ar que temos em nossos pulmões, damos um nó e o prendemos. Ali é que está a nossa alegria, e o que eu irei fazer com ele? Oras, é simples. Eu o darei a você...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Doesn't matter who you are.

De pecados ele passou a viver, tornando sua vida cada vez mais mórbida. Não haviam tantas razões assim para seguir em um futuro próximo, nem futuro sabemos se ele teria. Desde que a perdeu, entrou em seu ápice de loucura. Não era certo pensar que ela era do mundo, mas também não lhe parecida certo dizer que ela era sua. O quê ela era, então? Tudo o que faria era para tentar salvá-la, mas mesmo assim ele não conseguiu. Os dias foram passando, tudo foi mudando. As pessoas caminhando, crescendo, conhecendo uns aos outros, e ele ali. Continuava sozinho, fazendo as mesmas coisas, visitando os mesmos lugares, como se ela ainda estivesse com ele, como se fizesse parte de sua rotina. Ele era imparcial com os assuntos, preferia esconder sua opinião sobre tudo o que perguntavam, talvez se fosse mais invisível, eles não notariam a sua dor, e os seus momentos de loucura depressiva. Oh sim, ele tinha a loucura que o alimentava. Essa era a sua nova amiga, fazia parte de seu estilo, entre muitos. Ele gostava mais dessa, da loucura que o saciava, aquela que o vigiava vinte e quatro horas por dia. Tão atenciosa, tão sóbria em relação a seus passos. Eu me lembro que quando o vi, pela segunda vez depois de alguns anos, enxerguei a sua dor. Eu vi o seu rosto, vi seus olhos vermelhos tão machucados com suas lágrimas salgadas. Não me pergunte como estava o seu coração, não chegava a estar partido. Mas estava muito machucado e eu queria curá-lo. Em uma caminhada rápida e distinta, eu o segurei pelas mãos. O fiz entrar em minha casa, e de lá ele não saiu nunca mais.

Falling in love with a time.

O dia parece meio cansativo, eu tenho me divertido em reparar o quão lento ele é. Não há muita coisa para se falar, eu prefiro escrever. Escrever sobre o tempo, do que eu vejo e do que ele me oferece. É engraçado como ele parece ser apenas um amigo para mim. Outras vezes briga comigo, implicando em dizer que não pode parar porque eu quero. Ele simplesmente corre, como se estivesse fugindo das mágoas, das pessoas que o criticam pela maneira que é. Já aconteceu algo parecido com você? Ver algo sendo criticado por não atender as expectativas das outras pessoas? Eu duvido que você negue a minha pergunta, sei muito bem como é ver algo desse modo. Por outro lado, ele não deixa de ser ele mesmo. O tempo. Quando ele quer me agradar, ele para. Quando quer me ferir ele corre, pois sabe que de suas corridas eu já sofri. Tanto que pedi para ele voltar, mas ele não voltou. Só desacelerou, eu finalmente pude alcançá-lo, e passamos a andar juntos. Os mesmos passos, na velocidade que precisávamos para sobreviver. Fazemos isso todos os dias, quando o sol sai ele apressa os minutos para que logo a lua venha, porque ele sabe que eu aprecio a luz do luar, é nela que eu percebo a sorte que tenho por ter ele ao meu lado, o bom e velho amigo tempo

terça-feira, 6 de abril de 2010

Pretend that love is light.


Ele não fazia idéia do porque dizer á ela tantas palavras doces, de uma forma sutil o jovem a levava em seus pensamentos. O quê há de ser o tempo se não gotas de suor de um pobre mal amado? Ninguém sabe o que ele sente, mas muitos têm suas deduções. Apenas sabem que todas as tardes ele encostava sua pele no tronco de uma árvore e passa horas contemplando o horizonte, debochando do eclipse lunar. Tal fenômeno não tinha sua luz comparada ao dos olhos dela. E a distância que ambos tem não é apenas por quilômetros exatos, seus caminhos tinham armadilhas. As chances de morrer tentando atravessá-lo eram enormes, e no ápice das tentativas ele matou a sua angustia. Sua alma então pode viver, e ela brilhou. Tanto que os cegos de coração frio não conseguiam mais enxergar, ver através das paredes, as testemunhas de seus sentimentos. Eles se viram e desde então nunca mais esqueceram de como é sentir poder tocar o céu, arranhar as estrelas e subir pelos andares proibidos. Nada era tão quente do que o olhar que se encontrou, da voz que se escutou e da lembrança que os separou.

domingo, 21 de março de 2010

Goodbye, Summer.

Hoje eu vi o mundo de outra forma, vi que ele sempre volta da maneira que queremos. Sendo simbólico ou não. As coisas são do jeito que são e nem sempre nos agradam, elas então mudam para ver se conseguem a nossa aprovação. Muitos dizem que mudar é bom, outros dizem que mudar é um crime contra si mesmo. Por que mudar se as pessoas não gostam de você? Porque tentar disfarçar o que você é? Não é certo fazer isso, mas também não é certo dizer que não gostamos. Qual é a sensação de ver alguém mudando por você? Ou melhor, mudando para você? Não é boa? Não é como se você pudesse sentir-se mais importante do que é? Alguém finalmente está se importando com você, certo? E mesmo assim continuamos felizes? Nós nunca estamos felizes, nunca sorrimos com o que temos, nunca abraçamos os nossos momentos. Nunca ouvimos a voz de quem nos ama, ignoramos todos quando vamos para a cama. Então qual é a parte certa e verdadeira disso tudo? O real pode ser o núcleo? Ou seria algo que não existe? Ele não está lá para nos orientar? Bem, se ele não estiver então chegamos a conclusão de que mudar é ótimo, mas nem sempre mudamos pelos motivos corretos. Let's change and see what is true or what is a lie.

sábado, 6 de março de 2010

Yesterday...

Esperamos um momento durante meses, e quando ele acontece, parece que durou apenas por cinco minutos, mas não por exatas cinco horas. Acredito que quando ansiamos demais por uma coisa, ela parece estar longe, tão longe quanto as estrelas intocáveis e incríveis que repousam num céu acompanhado de neblina. Um momento que ficará marcado em nossas memórias para sempre, cada palavra, cada gesto, cada sorriso, cada dança, cada solo de guitarra que parecia gritar só para fazer com que nossos corações batessem mais rápido. O quê é um baile, se não tocar a música que você mais gosta? Formação. Um ciclo que finalmente foi terminado, o começo de um novo, o afastamento dos colegas, mas a aproximação dos amigos. Porque aqueles que foram leais, os que fizeram realmente parte de sua vida, irão continuar com você. Mesmo que não estejam mais no mesmo lugar, que sigam caminhos totalmente diferentes, que tenham em mente planos com linhas retas, um dia elas podem mudar de lugar e novamente encontrarem as dos velhos amigos. Não há nada que possa mudar a noite divina que eu tive ontem, agradeço a todos que fizeram dela perfeita. Aos meus amigos eu dedico essa simples postagem, que não é digna do tamanho do orgulho que sinto. Nenhuma palavra será grande o suficiente para expressar tudo o que eu vivi, as experiências que pude ter naquela noite. Nada irá se comparar, nem a imensidão dos ocenos profundos, nem o vento que leva as nossas sortes para direções exatas.