quinta-feira, 8 de julho de 2010

Happy Birthday to you, Ringo Starr.

Engraçado. Essa é uma palavra muito alegre, não é? Ser engraçado é um dom muito bonito. Você consegue fazer a alma das pessoas sorrirem, e elas desejam cada vez mais que isso se repita. Porque quando nos divertimos esquecemos todos os problemas. Nada pode nos dar mais prazer do que rir. E ser bom? Quanto a isso, há variações. Ser bom em algo nem sempre é valorizado, depende muito do ponto de vista de cada um. Viver em luta, participar de coisas eternas, ser reconhecido por alguma característica própria. Isso não lhe parece familiar? Talvez se buscarmos na memória... Não. Não iremos encontrar em nossas memórias, o que é especial não fica no cérebro, mas sim no coração. E vive lá, dorme lá, sorri de lá, mora lá. Sente-se em casa, em seu lar... O mundo passou por tantas mudanças, e ele estava lá. Com seu charme discreto, atrás de uma bateria cujo logo é eterno. Ele não sabia que o sucesso estava mais perto do que as estrelas que tanto queria tocar. Tocá-las não era mais preciso, ele havia se tornado uma. Tão grande, tão brilhante. Com anéis em suas pontas, grandes e exóticos. Hoje, 07 de Julho de 2010 ele completa 70 anos. Bem vividos, conquistados com paz e amor. Porque ele ainda fala disso e não deixará de falar até chegar o dia. Richard Starkey Jr, mais conhecido como Ringo Starr. Parabéns, você é mais do que qualquer baterista ousou a sonhar. Você é o nosso, para sempre e eterno... Ringo Starr.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Happy Birthday to you, Paul McCartney.

Quando dedicamos um texto para alguém, esperamos que a pessoa leia. Pois bem, mas se ela não ler? Se soubéssemos que nossas cartas de amor jamais seriam lidas por nossos amantes, então não as escreveríamos. O amor morre. As cartas não existem. O sentimento tão forte e tão vivo que faz nosso coração pulsar nos deixa aflitos porque guardamos tudo, sem revelar nada a ninguém. Porque há pessoas que ainda escrevem cartas, há pessoas que não conhecem um e-mail, há pessoas que detestam a tecnologia. Se um dia alguém importante pudesse ler suas palavras, o quê isso te provocaria? Felicidade ou orgulho? As vezes sentimos algo tão forte que não sabemos nem medir. Há admirações, há paixões, há milhões de maneiras de se amar e de ser amado. Tudo é bastante relativo, depende do ponto de vista de cada um. Agora, diga-me, sabem que dia é hoje? Para uns hoje é uma sexta-feira, dia de curtir com os amigos, para outros é dia 18 de Junho. Um dia como outro qualquer, um dia monótono, que não passa. Estamos quase em Julho, as férias estão chegando, as malas estão começando a ficar cheias de acessórios e outras coisas. Mas hoje não é um dia qualquer, o hoje tem algo a declarar. Algo importante, que para mim não pode ser passado em branco. Não. Há quatro dias que não podem ser passados em branco no calendário de minha vida. Hoje alguém completa 68 anos. Uma idade normal para alguém tão fora do comum. Quero deixar claro que sei muito bem quantas mensagens já foram escritas por conta disso, mas sinceramente? Eu não ficaria bem comigo mesma se deixasse de escrever algumas linhas. O gênio, o baixista, o canhoto, o beatle, o charmoso, o alegre, o inglês, o favorito. Hoje é o seu dia, James Paul McCartney. E é o meu dia também.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Somebody told me something.

Certo dia eu fiquei sabendo que falar que uma pessoa é falsa pode soar como algo maldoso. Mas esconder uma verdade é bem doloroso. Muitas vezes perguntei a mim mesma quando é que as pessoas iriam crescer, mas o resultado desse "crescimento" não foi satisfatório. Algum dia você já se sentiu como o único ser com inteligência e dignidade no mundo todo? São tantos habitantes, tantos países e tantas culturas diferentes. Negar tudo isso e dizer que você é melhor não o torna melhor, apenas faz com que os outros te achem arrogante. O quê é ser arrogante, afinal de contas? Eu não entendo como alguém pode achar que o outro é arrogante por achar suas idéias melhores, e se forem realmente melhores? O ser humano não sabe aceitar que um sempre vai ser melhor do que o outro. Eu não sou diferente, também não aceito quando dizem que minhas idéias são estúpidas ou que meus pensamentos não fazem a diferença, e quando digo que aceitei, estou mentindo. Quem nunca fez isso para fazer com que o outro calasse a boca de uma vez? Eu disse sobre o crescimento das pessoas, mas não disse nada sobre a mudança de comportamento delas. Sim, porque elas vivem mudando. Você nunca sabe o porque, só ouve as palavras que lhe dão náuseas. Isso te faz arrogante? Cabe a você ou aos outros decidirem, como sempre. Os amigos são trocados, os elogios são esquecidos, as frases de: "eu sempre estarei contigo", "você não tem de fazer isso sozinho" ou "pode contar comigo" vão para onde? Abismo? Lago? Um lugar desconhecido? Não... Elas nunca existiram, você nunca as ouviu, porque a verdade é dita em alto e bom som. Já as mentiras são sussurradas para fazer com que o tom seja tão sedutor quanto seu autor.

sábado, 1 de maio de 2010

I hope to see you again.


Eu só queria ficar perto de todos eles, sentir o cheiro de lar que eles tinham. Porque aquele cheiro pairava no ar. Aguçava meus sentidos, mas eu sabia que alguns deles eram fingidos. Me olhavam como se eu fosse culpado por estar sujo, quem me dera ter um simples banho pelo dito cujo. Alguns deles me espantavam, fazendo-me correr pelas ruas, lutar contra os carros. Outros me chamavam, eu ia até eles, mal sabendo que aquelas pessoas haviam salvo minha vida. Era por isso que eu ia até elas, ao me chamar eu sabia que estava desviando de um carro, que segundos depois poderia vir a me pegar. Os carinhos que recebia atrás da orelha faziam-me viajar, sede eu não tinha. Só queria um lugar para ficar. Diante de todos os alunos, nenhum quis me adotar. Mesmo que eu os pedisse com os olhos cheios de tristeza, tudo o que eu recebia era a pobreza. As pessoas boas estão sumindo, as más sempre indo e vindo. Diante de uma noite fria, eu jamais poderia sentir alegria. Meu rabo estava caído, como uma alma que já tinha falido. Senti um cheiro diferente, parecia de uns parentes. Me senti muito contente quando sua mão tocou minha testa, meu corpo se aqueceu, parecia que havia começado uma festa. Suas carícias deram-me momentos de paz, era uma moça e não um rapaz. Ela me olhou com seus olhos piedosos, eu via que ela carregava um tipo de remorso. Ela não iria me adotar, o motivo deveria ser muito grande para fazê-la chorar. Suas lágrimas caíram em minhas patas, ela não se importava se eu tinha ou não raça. Num súbito momento foi embora, deixando-me a saudade. Gostaria de vê-la de novo, pois de todos os olhos que me olharam, somente os dela tinham a doce verdade.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

He couldn't stop.

Ele estava evitando olhar as pessoas nos olhos, mas não estava escondendo nada. Só não queria responder o que se passava em sua cabeça. Todas as vezes em que viajava em seus devaneios, tinha um mundo. O seu próprio mundo. Onde poderia aparecer nos lugares que quisesse, ver o que tinha desejo e sentir todos os prazeres que uma brisa nublada poderiam lhe dar. A inocência estava saltando de seus olhos. A sinceridade sólida como um cubo de gelo, que por várias vezes teve seus altos e baixos. Era difícil dizer se suas palavras eram corajosas ou aventureiras. Seu andar podia ser vago, outrora acelerado. Com um constante sentimento que a Física não pode compreender. Nada tão sutil poderia ser comparado com o seu modo de ser, o jeito com que controlava as coisas. Por vezes deixou que elas fossem libertadas. Os impulsos aumentaram, e a hostilidade permaneceu. A melhor coisa que se poderia fazer era banhar-se ao vinho. Ele o fazia esquecer dos problemas, das mágoas, da rotina diária que encontrava-se. Cansado de bater por todos os lados, cansado de ser tratado como um simples experimento. Sem valor, sem emoções ou qualquer coisa que fosse considerada real. Mas sabemos que ele é real, não é? Que dentro de si há algo. Um misterioso fato que permanece oculto. Ele não é como qualquer um, cheio de preocupação. Ele é livre, vai onde quer, demonstra como se sente. E sempre admite que o caminho errado não é o melhor caminho. Você poderia se apaixonar por ele, e agora esse pensamento parece absurdo. Se apaixonar por ele? Que insano. Mas com o tempo, depois de conhecê-lo você percebe que não é difícil de amá-lo. Quem não amaria a ele? O coração de uma garota.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Inspiration comes from the air.

Hoje eu não sabia o que escrever, e isso não vem desse dia. Como disse há poucas linhas atrás, as letras as vezes somem, ficam tão claras que os meus olhos não conseguem enxergar. Incolor, como o ar, como a água, como o vento e como a lágrima. Tanto se fala de cor, que tudo tem cor. Seria possível então, arrumar um sabor para tudo o que tem cor? Sendo assim, qual é o sabor do sorriso sincero? Do olhar perdido? Da alma que corre feliz por um campo lotado de rosas azuis? Oh, sim. Elas não podem ter sabor, ao menos que você imagine. Um sabor doce num dia de sol, um sabor amargo num dia de chuva. Por que sempre tem de ser assim? E se quisermos inverter? Pois bem, dia de sol, tão amargo quanto o remédio chato que temos de engolir para nos sentirmos melhor outra vez. Um dia de chuva tão doce, com gotas de açúcar caindo em nossos lábios, deliciosamente apreciável. Somos diferentes de todos, somos quem somos porque temos de ser assim. Não importa o lugar, não importa com quem você fala, ou do que você gosta, sempre teremos o doce e o amargo presente em nossas vidas. Há pessoas que tem mais um do que o outro, nada mais justo do que compartilhar o sabor que temos a mais com aqueles que não o tem em quantidade suficiente para demonstrar a alegria em sua face, com o melhor sorriso do mundo. Sendo assim, peguemos um balão de borracha. Assopremos com todo o ar que temos em nossos pulmões, damos um nó e o prendemos. Ali é que está a nossa alegria, e o que eu irei fazer com ele? Oras, é simples. Eu o darei a você...

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Doesn't matter who you are.

De pecados ele passou a viver, tornando sua vida cada vez mais mórbida. Não haviam tantas razões assim para seguir em um futuro próximo, nem futuro sabemos se ele teria. Desde que a perdeu, entrou em seu ápice de loucura. Não era certo pensar que ela era do mundo, mas também não lhe parecida certo dizer que ela era sua. O quê ela era, então? Tudo o que faria era para tentar salvá-la, mas mesmo assim ele não conseguiu. Os dias foram passando, tudo foi mudando. As pessoas caminhando, crescendo, conhecendo uns aos outros, e ele ali. Continuava sozinho, fazendo as mesmas coisas, visitando os mesmos lugares, como se ela ainda estivesse com ele, como se fizesse parte de sua rotina. Ele era imparcial com os assuntos, preferia esconder sua opinião sobre tudo o que perguntavam, talvez se fosse mais invisível, eles não notariam a sua dor, e os seus momentos de loucura depressiva. Oh sim, ele tinha a loucura que o alimentava. Essa era a sua nova amiga, fazia parte de seu estilo, entre muitos. Ele gostava mais dessa, da loucura que o saciava, aquela que o vigiava vinte e quatro horas por dia. Tão atenciosa, tão sóbria em relação a seus passos. Eu me lembro que quando o vi, pela segunda vez depois de alguns anos, enxerguei a sua dor. Eu vi o seu rosto, vi seus olhos vermelhos tão machucados com suas lágrimas salgadas. Não me pergunte como estava o seu coração, não chegava a estar partido. Mas estava muito machucado e eu queria curá-lo. Em uma caminhada rápida e distinta, eu o segurei pelas mãos. O fiz entrar em minha casa, e de lá ele não saiu nunca mais.