E este é o último dia, o fim de um ciclo, de uma vida acadêmica. Pois sim, não importa se estamos no primeiro ou no terceiro ano, sempre iremos sofrer desta nostalgia que é o fim de ano. Ao lembrar de tudo, acabamos entrando em uma máquina do tempo, revivendo momentos tão especiais que não conseguimos acreditar que estes dissiparam-se por conta do tempo. É esse tempo tão injusto que nos rouba o que temos de melhor, a amizade. Pois não podemos dizer que uma amizade concreta durará para sempre, quantas vezes quebramos a cara, ficamos cabisbaixos lamentando-se por promessas quebradas e palavras mentirosas?
Essa sensação que o tempo nos dá às vezes é cruel, e por mais que procuramos saber onde erramos para que o tempo tenha acelerado de forma tão precipitada, não encontramos resposta alguma, talvez um vento como aviso.
Ele não vai parar...
De volta a nossa fantástica máquina do tempo, Oh! Como teríamos sorte se essa máquina do tempo pudesse congelar, assim poderíamos guardar com uma riqueza de detalhes maior os momentos que jamais gostaríamos de esquecer, porque nós esquecemos, e nada pode ser feito.
Na velhice, nossos neurônios começam a morrer por vontade do tempo, e este vilão mais uma vez, rouba de nós a magia que a memória nos dá.
Eu gostaria de ser forte o suficiente para lutar contra sua guerra, pois há pessoas que não merecem ser esquecidas, e delas eu lembro muitíssimo bem.
Pessoas que conviveram comigo, outras que há pouco conheci, mas que por destino, acabaram tornando-se muito mais do que simples pessoas.
São pedaços de uma alma construída de amizade, amor e admiração. Cada pessoa incrível é o tijolo deste muro, e cada conselho gratificante é o cimento que nos une.
Estamos unidos por laços invisíveis, porque o que não pode ser visto, pode ser sentido.
Eu sinto que vocês são especiais, também sinto que alguns de vocês substituíram aquele outro tijolinho quebrado, e acabaram tornando-se dois.
Com a maior humildade do mundo, direi que é um privilégio, são poucas pessoas que ocupam um lugar duplo em minha alma.
Amigos são o começo do horizonte, e o fim do arco-íris...
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
You give me power to get out of bed
Nem sempre nossas almas estão dentro de nosso corpo. Calma, eu não quis dizer que estamos mortos em alguns momentos. Vocês já ficaram com tanta vontade de estar em certo lugar que em sonhos, acabam visitando-os? Pois é, mas as vezes nem precisamos de sonhos para estar lá. Ontem e hoje estou dividida, completamente dividida em dois lugares. Minha casa é um ambiente calmo, porém eu adoraria estar por inteira em um certo show.
Muitos me falaram que era apenas um show, não. Não é apenas um show, o gostinho que ficou após assisti-lo na tv só fez com que eu me sentisse mais idiota por ter perdido a apresentação do cara mais importante do universo ao meu ver, e não é exagero aos críticos.
Eu nunca presenciei algo assim, em dezesseis anos de minha vida, jamais pude imaginar que teria o conhecimento de que ele está aqui. Ele que vem inspirando-me em todos os sentidos. É o exemplo de paternidade que eu sempre sonhei, ah quem me dera...
Sorte é daqueles que podem conviver com ele, ou pelo menos ter o conhecimento que você respira, pois só com isso todos nós seríamos as pessoas mais felizes do mundo.
Eu penso que em um tempo não muito distante, as pessoas já sabiam que a futura geração iria amá-lo, pois quem não o ama, não sabe o que é amor.
Por todas as canções, direitos, campanhas, bondade, sorriso, alegria, sotaque, banda, jeito de ser e principalmente por ser quem é, eu dedico a minha vida a você.
Muitos me falaram que era apenas um show, não. Não é apenas um show, o gostinho que ficou após assisti-lo na tv só fez com que eu me sentisse mais idiota por ter perdido a apresentação do cara mais importante do universo ao meu ver, e não é exagero aos críticos. Eu nunca presenciei algo assim, em dezesseis anos de minha vida, jamais pude imaginar que teria o conhecimento de que ele está aqui. Ele que vem inspirando-me em todos os sentidos. É o exemplo de paternidade que eu sempre sonhei, ah quem me dera...
Sorte é daqueles que podem conviver com ele, ou pelo menos ter o conhecimento que você respira, pois só com isso todos nós seríamos as pessoas mais felizes do mundo.
Eu penso que em um tempo não muito distante, as pessoas já sabiam que a futura geração iria amá-lo, pois quem não o ama, não sabe o que é amor.
Por todas as canções, direitos, campanhas, bondade, sorriso, alegria, sotaque, banda, jeito de ser e principalmente por ser quem é, eu dedico a minha vida a você.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Screen
Chegamos tarde, muito tarde. O sol já avisava com raios minúsculos que iria nascer. Uma luz tão bela e fosforescente que meus olhos automaticamente fecharam quando tentei ver aquele espetáculo natural.Era formoso, mas não tanto quanto o que havia visto poucas horas atrás.
A luz era perfeita, não queimava meus olhos, mas também não dilatava minhas pupilas por sua ausência. Como dizia as pessoas felizes: "Está na medida!" com risos no segundo plano.
Uma arte, realmente só uma arte poderia nos tirar de casa, e não importava que horas eram, nós sempre tivemos um tempo dedicado à ela.
Você prometeu que nunca deixaríamos de viver nossos sonhos, e que não seríamos apenas narradores que observavam todo o enredo, seríamos mais, muito mais.
Em outras palavras, estaríamos vivendo nossas histórias, nossos dramas e romances. Tudo de uma vez só, sem pausa para os espectadores relaxarem de nossa vida. Eles não podem simplesmente abandonar seu posto, estariam negando tudo o que vivemos, um crime da arte.
Nossos movimentos são tão captados que as vezes pensamos antes de realizá-los, só para ter a certeza de que aquilo faz parte do ato.
Atos que variam, alguns gostamos de viver, outros lamentamos por acontecer.
Em despedidas damos o nosso melhor, pois é algo tão real que lamento por sua partida, meu rosto molha quando o trem deixa os trilhos e você vira pó.
Apenas pó, um pó que eu amei. Depois meus lábios passam a se contrair, forçando um sorriso quando você decide saltar e faz com que meu coração volte a bater. Somente você o controla, mas o faz parar quando resolve segurar a minha mão e tentar parecer sutil.
Você não consegue, é tão romântico que de seus olhos lágrimas nunca são vistas, mas sim uma emoção que encharca a nossa casa, a nossa história.
O ar está fresco e quando a noite volta a reinar os barulhos começam, em vez de termos um silêncio só nosso, como a gratificação de horas de um trabalho.
É engraçado ver você tão grande, e tão bonito se me permite acrescentar. A realidade é muito tola para tê-lo, já a fantasia parece abraçá-lo assim como você é, pois és tão perfeito que a realidade não pode aceitá-lo.
Eu jamais o recusaria, sabe disso. Briguei com a realidade e busquei viver em sonhos com você.
E nunca iremos acordar, pois já tornou-se um círculo tão vicioso que nada pode nos tirar daqui.
Você e eu fomos feitos para isso, para viver e mostrar que as coisas devem fazer sentido mesmo quando não pareçam. A verdade é que eu não posso mais sair disso sem você, e como sei que nenhum de nós um dia irá desejar deixar de fazer magia, assino aqui um compromisso eterno.
Nunca irei pensar em deixar de lado aquilo que acreditamos, pois eu acredito em você. Mesmo quando começa a chover e você resolve ir embora, eu sempre te esperarei, não importa quantos minutos a minha angústia durar, sei que voltará.
E dizendo tudo isso no caminho de casa, você ri e me chama de boba. Eu franzo o cenho e pergunto-lhe porque pareço boba.
Com um sorriso nos lábios você me abraça e diz que nunca me deixou de verdade, pois sempre que interpretava aquelas cenas, ficava oculto de olhos curiosos e me observava fazer o meu papel.
Então repetimos uma frase juntos antes de cruzar a porta:
"Eu jamais irei me despedir."
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Teenager's life
É fácil falar da nossa vida, não é? Também é muito cabível falar de nossos gostos, e até mesmo da vida das pessoas. Tem gente que fala demais. E como falam! Aposto que todo mundo já ficou com raiva da vizinha fofoqueira que passa a vida na janela. Ela sabe o que está acontecendo.
Sabe que fulana está com ciclano, mas que ama o beltrano. Ela está nessa vida miserável, mas está feliz.
Então quem diz que ela não é uma pessoa satisfeita está errado.
Quando estamos insatisfeitos com algo, por mais preguiçosos que possamos ser, vamos tentar mudar isso. Ninguém faz algo que não é trocado por felicidade, é impossível viver assim.
O que eu estou querendo dizer é que a vida é muito relativa...
A cada minuto que passa vejo que as pessoas vão envelhecendo. O tempo traiçoeiro deixa marcas, cicatrizes e arranhões em nossas almas. As vezes ardem, outras só fazem-nos sentir que eles existem.
Nós adolescentes não temos mais tempo para fazer as coisas que gostávamos, e quando crescemos achamos que iremos ter tudo de volta. Mentira. Teremos trabalho, contas para pagar, amores frustrados para chorar e perdas que o tempo irá nos colocar.
Pedras, pedras e mais pedras. Um caminho feito delas, só para provar que a vida é injusta.
Não! Eu não estou revoltada com nada, só quero falar. Falar é bom, não é?
Criatividade, liberdade e alegria. Tem gente que não fala com a voz, mas sim com os olhos.
Conheço pessoas que nunca sequer ouvi suas vozes, mas elas nunca deixaram de dar-me um sorriso com os olhos. E esse sorriso é tão sincero que sinto-me pequena diante da expressão dos olhos que falam pelos lábios.
Ao ouvir uma canção triste, fico sonolenta. É incrível como as notas fazem-me viajar para um universo só meu, é tão forte que até parece uma droga constante. Uma droga que está me viciando cada vez mais, e que se passo horas sem ouvir música, enlouqueço.
É certo que não terei tempo para outras coisas, mas deixar de fazer as minhas paixões? Jamais.
E uma de minhas paixões é te observar.
Sabe que fulana está com ciclano, mas que ama o beltrano. Ela está nessa vida miserável, mas está feliz.
Então quem diz que ela não é uma pessoa satisfeita está errado.
Quando estamos insatisfeitos com algo, por mais preguiçosos que possamos ser, vamos tentar mudar isso. Ninguém faz algo que não é trocado por felicidade, é impossível viver assim.
O que eu estou querendo dizer é que a vida é muito relativa...
A cada minuto que passa vejo que as pessoas vão envelhecendo. O tempo traiçoeiro deixa marcas, cicatrizes e arranhões em nossas almas. As vezes ardem, outras só fazem-nos sentir que eles existem.
Nós adolescentes não temos mais tempo para fazer as coisas que gostávamos, e quando crescemos achamos que iremos ter tudo de volta. Mentira. Teremos trabalho, contas para pagar, amores frustrados para chorar e perdas que o tempo irá nos colocar.
Pedras, pedras e mais pedras. Um caminho feito delas, só para provar que a vida é injusta.
Não! Eu não estou revoltada com nada, só quero falar. Falar é bom, não é?
Criatividade, liberdade e alegria. Tem gente que não fala com a voz, mas sim com os olhos.
Conheço pessoas que nunca sequer ouvi suas vozes, mas elas nunca deixaram de dar-me um sorriso com os olhos. E esse sorriso é tão sincero que sinto-me pequena diante da expressão dos olhos que falam pelos lábios.
Ao ouvir uma canção triste, fico sonolenta. É incrível como as notas fazem-me viajar para um universo só meu, é tão forte que até parece uma droga constante. Uma droga que está me viciando cada vez mais, e que se passo horas sem ouvir música, enlouqueço.
É certo que não terei tempo para outras coisas, mas deixar de fazer as minhas paixões? Jamais.
E uma de minhas paixões é te observar.
sábado, 6 de novembro de 2010
I will always be here.
Alguns nascem em berço de ouro, outros nascem em berço de prata. Eu não nasci em berço algum, foi numa caixa de papelão. Velha, rasgada e amassada. Pelo menos servia para proteger-me de uma fria madrugada. Meus irmãos e eu, vagando por uma noite cheia de curvas de sobrevivência. Nossa mãe estava cansada, sabíamos disso e mesmo quando pequenos, procurávamos algo para ela comer, afinal de contas tínhamos que ter um leite para ter força.Certo dia, a velocidade de um carro a tirou de nós. Foi uma noite triste. Tudo acontecia na madrugada, parecia uma espécie de maldição. Eu que era uma criatura que deveria gostar da noite, acabei odiando-a. Em tempos escuros eu me escondia, fechava os olhos e torcia para que nada desse errado. Para que outras raças não pensassem que seríamos algum tipo de banquete.
Meu irmão Lerry era o nosso líder, mas também o considerávamos como um pai. O mais experiente deveria ser respeitado já que cuidava de nós, mesmo que um membro acabasse em qualquer encrenca.
Éramos uma gangue para os de fora, os de dentro uma família. Nossos laços eram de sangue, de carinho e de solidariedade. Mesmo que muitos não acreditassem que tínhamos sentimentos um pelo outro. É claro que tínhamos sentimentos, como alguém não pode ter?
Sentimos dor quando somos chutados e choramos quando temos fome.
É triste quando alguém se vai, eu notei que isso acontece com frequencia. E na maioria das vezes não é culpa nossa. Eu poderia passar a vida toda desse jeito, vivendo por sorte e por comida.
Acontece que um dia as coisas mudaram.
Alguém me achou e resolveu tirar toda a minha frustração de uma só vez.
Senti saudades de todos, confesso. Foi um choque quando me separei deles, nunca havia acontecido isso comigo. Eu sempre fui um perdido, mas nunca me desencontrei de meus semelhantes.
Eu deveria testar, saber se era realmente melhor para mim. Foi o que Lerry me disse:
"Você precisa agarrar as oportunidades que a vida coloca em seu caminho. Deixa de bobagem e vá viver de uma forma melhor."
Eu fui, e tornei-me feliz. Feliz como nunca fui na vida.
Era ela tão bonita e tão carinhosa que foi inevitável a minha paixão por ela. A esperava em casa sempre que faltava alguns minutinhos para ela chegar, e quando acontecia meu coração pulava de alegria.
Uma sensação de prazer misturada com o doce sabor da paixão, ah... Como é graciosa a paixão.
Eu apaixonado por ela, e ela por mim. Eu o seu mascote, ela minha dona.
Tudo foi bom enquanto durou, até ela chorar pela minha ausência. Eu a vejo chorando e tenho vontade de abraçá-la, mas não posso.
Sei que ela não me vê, mas sempre estou com ela. Talvez sinta por eu estar tão próximo. Espero que um dia ela consiga me ver novamente.
Eu a observo todos os dias, agora não fico restrito a casa, posso segui-la para onde ela for. E eu sigo, detesto ver que suas amigas recomendam um substituto, mas sorrio quando minha pequena se recusa e diz que eu sempre serei único.
Seu único gato, Xip .
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
You and me.
Hoje é um dia especial. Todos os dias deveriam ser, em cada cantinho do mundo, por menor que seja o país, alguém está nascendo ou morrendo. Num piscar de olhos pessoas e animais estão respirando pela primeira vez. É fascinante saber disso, não é? Faz com que imaginemos um mundo enorme com vários acontecimentos.
Nem sempre eles são favoráveis. Eu geralmente tenho facilidade em transformar pensamentos em palavras, mas agora não sei se sou capaz de transmitir batidas de um coração que jamais quis se despedir.
Eu tenho ouvido durante dois longos anos que tudo vai passar. Não, não vai. Passaria se as coisas mudassem de forma impossível. Se pelo menos existisse uma máquina do tempo, eu venderia minha alma para poder voltar ao passado todos os dias, apenas para contemplar o seu sorriso.
Porque o seu sorriso continua sendo o mais bonito de todos, os seus olhos tão parecidos com os meus tinham uma sede de diversão, e sua gargalhada ecoava pelas paredes fazendo-as rirem também.
É por isso que voltaria no tempo, só para vê-la feliz. Costumávamos andar pelo bairro, comprar qualquer bobeira, ficávamos felizes com um convite de casamento. No fim de semana seguinte comprávamos os vestidos mais bonitos mesmo que a festa fosse daqui um ano. Éramos assim. Você e eu.
Os dias de colégio passavam devagar, no pré eu chorava porque você não estava comigo, e você chorava ao lado de fora porque não podia sempre estar comigo. Dois anos chorando na entrada, dois abraços na saída.
E mesmo quando eu não era mais garotinha, você perguntava se eu havia sentido a tua falta. As vezes eu tinha vergonha de admitir, que criança idiota eu era. Claro que eu havia sentido falta dela, eu chorava no banheiro por ela. Pedia para ligar pra casa, ouvia a sua voz e minhas lágrimas secavam. Você sabia como me manter forte, e sempre dizia que daqui há algumas horas estaríamos juntas. Você e eu.
O relatório de meu dia era repassado com cada detalhe que eu guardei em minha memória, tudo para contar a você. Para fazê-la estar presente em meu dia, mesmo que ele tivesse acabado e que agora estaríamos conversando. De qualquer forma, você sempre esteve presente. E muito mais do que pode imaginar.
Eu duvido que alguém dormia na mesma cama até os quatorze anos com a mesma pessoa. Eu disfarçava e chegava perto de você, até que nossas mãos estivessem unidas. Você não dizia nada, e era suficiente para eu dormir tranquila. As noites eram melhores, sempre estávamos próximas. Você e eu.
A época do walkman nos unia cada vez mais, dividíamos fones. Você escutando músicas velhas e dizendo que as ouvia num parquinho quando tinha a minha idade. Eu te imaginava linda e juvenil com vários garotos brigando por um simples olhar teu.
Antes de eu nascer, você ouvia canções que inexplicavelmente eu gosto. E canto, sei de cor sem ninguém nunca ter cantado para mim. Eu aprendi a te ouvir desde muito cedo.
Quando eu nasci, você cuidou de mim como se eu fosse seu único brinquedo, sua boneca. Você e eu.
O tempo transforma as pessoas de forma boa e ruim. A cada ano que se passava você ficava cada vez mais linda, e eu queria te abraçar sem parar. Até que você foi deixando de me abraçar por não ter forças. Eu insistia em ficar com os braços em volta de ti, sabia que era correspondida de todas as maneiras que existiam.
Até que um dia não foi Você e eu. Foi só eu.
Este singular fez de mim uma boneca solitária, a minha dona havia partido. Eu não pude segui-la, sei que desejava isso, mas era tarde. Eu não podia mais falar porque não teria resposta.
E meus braços não poderiam mais abraçar porque assim que eu relaxasse, eles iriam cair.
Tudo caiu. Eu cai.
Hoje eu não posso cair porque quero mostrar que por mais íntimo que possa ser todos esses sentimentos, eu ainda acho que temos um compromisso. Eu aprendi a andar, a falar, a dançar e a amar. Principalmente a te amar de uma maneira que ninguém sabe e que nenhuma pessoa nesse mundo poderá imaginar.
Eu sei que existem pessoas que não conseguem conviver com as mães por mais de duas horas. Eu só queria mais dois minutos com a minha. Iria passar cento e vinte minutos dizendo que ela é a pessoa mais importante em minha vida. Eu não disse tudo o que sentia, não contei como minha alma queimou quando ela me deixou.
São vocês e elas, amanhã ninguém sabe. A cada ano, hora, minuto, segundo e em todos os instantes de suas vidas digam que as amam. Nunca é demais, um dia irão achar que não foi suficiente. Elas e vocês.
Hoje sou eu...
Para sempre será Você e eu.
Nem sempre eles são favoráveis. Eu geralmente tenho facilidade em transformar pensamentos em palavras, mas agora não sei se sou capaz de transmitir batidas de um coração que jamais quis se despedir.
Eu tenho ouvido durante dois longos anos que tudo vai passar. Não, não vai. Passaria se as coisas mudassem de forma impossível. Se pelo menos existisse uma máquina do tempo, eu venderia minha alma para poder voltar ao passado todos os dias, apenas para contemplar o seu sorriso.
Porque o seu sorriso continua sendo o mais bonito de todos, os seus olhos tão parecidos com os meus tinham uma sede de diversão, e sua gargalhada ecoava pelas paredes fazendo-as rirem também.
É por isso que voltaria no tempo, só para vê-la feliz. Costumávamos andar pelo bairro, comprar qualquer bobeira, ficávamos felizes com um convite de casamento. No fim de semana seguinte comprávamos os vestidos mais bonitos mesmo que a festa fosse daqui um ano. Éramos assim. Você e eu.
Os dias de colégio passavam devagar, no pré eu chorava porque você não estava comigo, e você chorava ao lado de fora porque não podia sempre estar comigo. Dois anos chorando na entrada, dois abraços na saída.
E mesmo quando eu não era mais garotinha, você perguntava se eu havia sentido a tua falta. As vezes eu tinha vergonha de admitir, que criança idiota eu era. Claro que eu havia sentido falta dela, eu chorava no banheiro por ela. Pedia para ligar pra casa, ouvia a sua voz e minhas lágrimas secavam. Você sabia como me manter forte, e sempre dizia que daqui há algumas horas estaríamos juntas. Você e eu.
O relatório de meu dia era repassado com cada detalhe que eu guardei em minha memória, tudo para contar a você. Para fazê-la estar presente em meu dia, mesmo que ele tivesse acabado e que agora estaríamos conversando. De qualquer forma, você sempre esteve presente. E muito mais do que pode imaginar.
Eu duvido que alguém dormia na mesma cama até os quatorze anos com a mesma pessoa. Eu disfarçava e chegava perto de você, até que nossas mãos estivessem unidas. Você não dizia nada, e era suficiente para eu dormir tranquila. As noites eram melhores, sempre estávamos próximas. Você e eu.
A época do walkman nos unia cada vez mais, dividíamos fones. Você escutando músicas velhas e dizendo que as ouvia num parquinho quando tinha a minha idade. Eu te imaginava linda e juvenil com vários garotos brigando por um simples olhar teu.
Antes de eu nascer, você ouvia canções que inexplicavelmente eu gosto. E canto, sei de cor sem ninguém nunca ter cantado para mim. Eu aprendi a te ouvir desde muito cedo.
Quando eu nasci, você cuidou de mim como se eu fosse seu único brinquedo, sua boneca. Você e eu.
O tempo transforma as pessoas de forma boa e ruim. A cada ano que se passava você ficava cada vez mais linda, e eu queria te abraçar sem parar. Até que você foi deixando de me abraçar por não ter forças. Eu insistia em ficar com os braços em volta de ti, sabia que era correspondida de todas as maneiras que existiam.
Até que um dia não foi Você e eu. Foi só eu.
Este singular fez de mim uma boneca solitária, a minha dona havia partido. Eu não pude segui-la, sei que desejava isso, mas era tarde. Eu não podia mais falar porque não teria resposta.
E meus braços não poderiam mais abraçar porque assim que eu relaxasse, eles iriam cair.
Tudo caiu. Eu cai.
Hoje eu não posso cair porque quero mostrar que por mais íntimo que possa ser todos esses sentimentos, eu ainda acho que temos um compromisso. Eu aprendi a andar, a falar, a dançar e a amar. Principalmente a te amar de uma maneira que ninguém sabe e que nenhuma pessoa nesse mundo poderá imaginar.
Eu sei que existem pessoas que não conseguem conviver com as mães por mais de duas horas. Eu só queria mais dois minutos com a minha. Iria passar cento e vinte minutos dizendo que ela é a pessoa mais importante em minha vida. Eu não disse tudo o que sentia, não contei como minha alma queimou quando ela me deixou.
São vocês e elas, amanhã ninguém sabe. A cada ano, hora, minuto, segundo e em todos os instantes de suas vidas digam que as amam. Nunca é demais, um dia irão achar que não foi suficiente. Elas e vocês.
Hoje sou eu...
Para sempre será Você e eu.
domingo, 24 de outubro de 2010
You need a hug.
É fácil olhar para trás e dizer que melhoramos ou tivemos algum progresso. Tudo pode parecer cor-de-rosa ou até mesmo azul turquesa quando estamos felizes. Há pessoas que não se sentem felizes, isso é normal. Mas sentir-se na fossa sempre é um tanto quanto problemático. Eu vejo pessoas reclamando de suas vidas todos os dias, e o que é pior, o motivo é sempre insignificante. O namorado que não ligou, o amigo que mentiu, a mãe que não deixou você ir ao cinema ou o seu cabelo que não está perfeitamente liso. Não sou contra vaidade. Longe de mim ser! Nem posso, pois adoro me cuidar.
Mas tem vezes que eu enxergo o exagero berrando, e parece que sou a única que consegue ouvir. Até falam que eu presto atenção demais nas coisas, é verdade. Até agora isso não me trouxe problemas, acredito que não traga. Se alguém falasse para mim que está preocupado porque o pai não para de beber, porque a mãe quer namorar todos os seus amigos ou porque seu avô está com uma doença em estado terminal nem seria reclamação, mas sim desabafo.
Eu estaria disposta a ajudar essas pessoas da maneira que eu puder, de verdade. Pois nesses meses eu me senti um pouquinho sozinha, podem notar pelos meus post's. Exceto em um determinado dia, mas algumas semanas depois, as coisas voltaram a ser o que eram.
Eu não sou ninguém para abrir os olhos das pessoas que colocaram máscaras em seus rostos. Não posso dizer coisas que não sou eu quem deve dizer. Só estou querendo mostrar que se você está em recuperação, ou que tua maquiagem está borrada ou até mesmo que você se cortou com um caco de vidro, sorria. Agradeça por ter sentimentos e poder sentir tudo isso. Frustração, tristeza, raiva e decepção. Você é humano e pode sentir. Há pessoas que não sentem mais nada, e por isso acabam desistindo da vida.
Não é coisa de filme dramático, é sério. Porque não adianta querer pular em um lago congelado cheio de buracos de olhos fechados.
Mas tem vezes que eu enxergo o exagero berrando, e parece que sou a única que consegue ouvir. Até falam que eu presto atenção demais nas coisas, é verdade. Até agora isso não me trouxe problemas, acredito que não traga. Se alguém falasse para mim que está preocupado porque o pai não para de beber, porque a mãe quer namorar todos os seus amigos ou porque seu avô está com uma doença em estado terminal nem seria reclamação, mas sim desabafo.
Eu estaria disposta a ajudar essas pessoas da maneira que eu puder, de verdade. Pois nesses meses eu me senti um pouquinho sozinha, podem notar pelos meus post's. Exceto em um determinado dia, mas algumas semanas depois, as coisas voltaram a ser o que eram.
Eu não sou ninguém para abrir os olhos das pessoas que colocaram máscaras em seus rostos. Não posso dizer coisas que não sou eu quem deve dizer. Só estou querendo mostrar que se você está em recuperação, ou que tua maquiagem está borrada ou até mesmo que você se cortou com um caco de vidro, sorria. Agradeça por ter sentimentos e poder sentir tudo isso. Frustração, tristeza, raiva e decepção. Você é humano e pode sentir. Há pessoas que não sentem mais nada, e por isso acabam desistindo da vida.
Não é coisa de filme dramático, é sério. Porque não adianta querer pular em um lago congelado cheio de buracos de olhos fechados.
Assinar:
Postagens (Atom)
